A homenagem que o lateral-direito Rafinha receberá dia 25, antes de Bayern x Schalke-04, diante de 75 mil torcedores na Arena Munique, é antes de tudo o reconhecimento dos clubes que defendeu durante os primeiros e os últimos anos de sua bem-sucedida carreira na Europa. O reconhecimento pelos 464 jogos vestindo duas camisas históricas.

SCHALKE, 198 JOGOS – Nascido em Londrina, Norte do Paraná, no dia da parada de 7 de setembro de 1985, Rafinha saiu do Brasil após ganhar o bicampeonato paranaense 2003-04 com o Coritiba. Jogou no Schalke-04, da cidade de Gelsenkirchen, marcando 10 gols em 198 jogos: “A função do lateral na época era mais de marcar do que avançar” – relembra.

BAYERN, 266 JOGOS – De 2005 a 2010 no Schalke-04, o tempo quase dobrou no Bayern, que defendeu em 266 jogos e marcou seis gols, de 2011 a 2019, até voltar para o sonho de encerrar no Flamengo em 2021. Bom lembrar: entre os dois times alemães, a curta temporada de 2010-2011 no Genoa, com 37 jogos e 2 gols no Campeonato Italiano.

GUARDIOLA – Rafinha recorda que a visão de Guardiola foi muito importante para sua ascensão no Bayern. Seu potencial não poderia deixar de ser aproveitado, e o técnico o escalou, deslocando Philippe Lahm, da lateral-direita para volante. Cria do clube, Lahm era capitão da seleção alemã – 113 jogos -, nas Copas de 2006, 2010 e 2014, quando ergueu a taça no Maracanã. No Bayern, de 2003 a 2017, Lahm disputou 517 jogos.

13 TÍTULOS – Rafinha tornou-se o único brasileiro com 13 títulos no Bayern de Munique, destacando-se os de sete consecutivos de campeão alemão, de 2012 a 2019. E mais: quatro Supercopas da Alemanha, um Mundial de clubes e uma Liga dos Campeões. Depois de dominar bem o idioma, que fala com fluência, recebeu a cidadania alemã em 2015.

SÁBADO ESPECIAL – O último sábado (25) de janeiro de 2020 será especial, inesquecível na vida de Rafinha, que prefere não pensar desde agora na emoção do jogo da décima nona rodada da Bundesliga. Rafinha só poderia ser mesmo de Virgem, o signo dos perfeccionistas, dos organizados e dos detalhistas: “Gosto de tudo no lugar. Se não for  bem feito não combina comigo” – diz ele.

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