GIANLUIGI DONNARUMMA, de 22 anos, nasceu 31 anos depois que a Itália foi campeã da primeira Eurocopa, em 1968, e ganhou o prêmio de craque da segunda conquista, ao defender dois pênaltis na decisão de 2020 com a Inglaterra, só disputada em 2021, devido à pandemia. Donnarumma repetiu Gianluigi Buffon, eleito melhor goleiro da Copa do Mundo de 2006, a quarta da história do futebol italiano, mesmo sem defender nenhum pênalti na decisão com a França.

LIÇÕES DE DIDA – A Itália foi a primeira a ganhar a Eurocopa em pênaltis, na semifinal e na final, e Donnarumma logo destacou a influência de Dida, que em 11 anos no Milan foi campeão italiano (2003-04); da Champions (2002-03 e 2006-07) e do Mundial de clubes (2007): “Aprendi com Dida a ser frio; a observar se o adversário chuta rasteiro ou no alto; para que lado olha; se é destro ou canhoto; se espera o goleiro definir o lado, e também a não comemorar a defesa”.

BOM LEMBRAR – O baiano Dida, hoje aos 47 anos, revelado no Vitória, foi quatro vezes campeão mineiro; da Copa do Brasil (96); da Libertadores (97) e da Recopa Sul-Americana (98) no Cruzeiro; e emprestado pelo Milan, campeão brasileiro (99); do Mundial de clubes (2000) e da Copa do Brasil (2002). Em 92 jogos na seleção, campeão da Copa América (1999); da Copa das Confederações (97 e 2005), e suplente nas Copas de 1998 e 2002, e titular em 2006.

MAIS BEM PAGO – Donnarumma queria 10 milhões de euros por ano, mas o Milan não passou de 8 milhões, mas como o PSG nada pagou ao Milan, ele pediu, e acertou,  o salário anual de 12 milhões de euros (R$73.400 mil), superando os 10 milhões de euros do espanhol David De Gea, de 30 anos, do Manchester United, comprado em 2011 pelo Atlético de Madrid. Bom lembrar: na semifinal com a Espanha, defendeu pênalti de Morata; na final com a Inglaterra, de Rashford e Saka.

DURAS CRÍTICAS – O técnico inglês Gareth Southgate, de 50 anos, ex-zagueiro, perdeu pênalti na semifinal da Eurocopa de 96 com a Alemanha, e é alvo de duras críticas por ter escolhido os três mais jovens atacantes para as cobranças na decisão com a Itália: Sako, de 19 anos, que Donnarumma defendeu; Jadon Sancho, de 21 anos, do Borussia Dortmund, em outra defesa do goleiro, e Marcus Rashford, de 23 anos, do Manchester United, que acertou a trave direita.

NOJENTO – A União Europeia de Futebol classificou como “nojento abuso racista” os ataques sofridos pelos jogadores negros da seleção inglesa nas redes sociais e pediu à Associação Inglesa de Futebol “as punições mais duras possíveis”. O ponta Rashford fez desabafo em sua conta no Instagram: “Nunca vou me desculpar por ser quem sou. Voltarei ainda mais forte”. Uma das mensagens de torcedores na internet contra ele, dizia: “Volta para a África, negro sujo”.

OS FAVORITOS – A um ano e meio da Copa do Mundo de 2022, primeira da história a ser disputada no final do ano, devido ao calor insuportável de junho e julho no Catar, os observadores europeus aproveitaram o final de semana decisivo para uma prévia. A maioria considera que Itália, Espanha, Bélgica e Inglaterra serão as europeias mais credenciadas, enquanto a Argentina, que venceu a Copa América, terá mais chances de título que o Brasil.

A SELEÇÃO – Causou estranheza a ausência do ponta Raheem Sterling, de 26 anos, do Manchester City, que teve atuações destacadas, na seleção da Eurocopa, escolhida no 3-4-3, sem alas, com três zagueiros e escalada com Donnarumma, Bonucci, Chiellini e Spinazzola; Busquets, Jorginho, Pedri e Chiesa; Cristiano Ronaldo, Benzema e Harry Kane. Cristiano Ronaldo e Patrik Schik, da República Tcheca, foram os artilheiros da Eurocopa com 5 gols. 

BOM LEMBRAR – O goleiro Gianluigi Donnarumma, eleito craque da Eurocopa 2020, antes de defender três pênaltis nas decisões com Espanha e Inglaterra, já havia defendido pelo Milan, dois pênaltis na Supercopa da Itália 2016 com a Juventus; três pênaltis nas semifinais da Copa Itália 2017-18 com a Lazio, e dois pênaltis na fase de grupos da Liga Europa com o Rio Ave, de Portugal, em 2020-2021. É o “re de pena” (Rei do pênalti), como diz Massimo Bricchi.

DE 24 PARA 32 – Depois de dizer que o formato de 2020, com jogos em várias cidades não será mais repetido, o presidente da União Europeia de Futebol confirmou que a Eurocopa 2024 será na Alemanha e antecipou como quase certo o aumento de seleções participantes, de 24 para 32. Eram 16 até 2012 e passaram a 24 em 2016. A Uefa deve extinguir as eliminatórias, em virtude de os jogos terem se tornado pouco atrativos.

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