O Internacional só precisava do empate, depois do 1 x 0 em Montevidéu, mas voltou a vencer (2 x 0) o Nacional, do Uruguai, nesta última quarta (31) de julho, em noite do maior público presente na Arena Beira Rio, em Porto Alegre – 49.530 – desde a reabertura em 2014, quando foi uma das sedes da segunda Copa do Mundo no Brasil. O outro recorde foi do meia argentino Andrés D’Alessandro, que se tornou o terceiro com mais jogos (454) pelo Internacional, ao completar 11 anos no clube.

RODRIGO MOLEDO, zagueiro carioca de 32 anos, 1,88m, completou 150 jogos em nove anos no Internacional, que o comprou do Odra Wodzislaw, da Polônia, após se tornar campo de 2010 do Mato Grosso pelo Rondonópolis. Ele também jogou no Metalist, da Ucrânia, e no Panathinaikos, da Grécia, e quando o técnico Dunga assumiu formou a zaga do Inter com Juan, ex-Flamengo. Rodrigo Moledo fez 1 x 0 aos 17 do primeiro tempo, completando de cabeça o escanteio batido por D’Alessandro.

O INTERNACIONAL dominou amplamente o Nacional – três vezes campeão da Libertadores, a última em 1988 – e antes de sair para o intervalo teve dois gols do meia-atacante uruguaio Nico Lopez bem invalidados por impedimento. No segundo tempo, como se precisasse de placar mais amplo, o time gaúcho continuou pressionando, mas só nos acréscimos, aos 48, foi que o peruano Paolo Guerrero, com assistência de Rafael Sobis, marcou o segundo gol, aumentando o delírio dos torcedores na lotada Arena Beira Rio.

OS RECORDISTAS – Aos 38 anos o argentino Andrés D’Alessandro, nascido em 15 de abril de 81, tornou-se o terceiro com mais jogos (454) com a camisa do Internacional, precisamente no dia em que completou 11 anos no clube. O primeiro contrato foi assinado em 31 de julho de 2008 e ele é também o recordista de jogos internacionais (57) pelo Inter. D’Alessandro superou o ex-lateral-direito Luis Carlos Winck, que fez 453 jogos, e diz que vai empatar com o zagueiro Bibiano, que fez 523 jogos entre 65 e 75.

VALDOMIRO, ponta-direita, recordista absoluto de jogos (803) com a camisa do Internacional, foi o único a participar de todos os jogos do inédito octacampeonato gaúcho, de 1969 a 1976, e dos três títulos brasileiros, com o zagueiro chileno Elias Figueroa, o apoiador Paulo Roberto Falcão e outros notáveis, que o Internacional ganhou em 75-76 e em 79, ano em que foi, até hoje, o único time campeão brasileiro invicto.

INTERNACIONAL – Marcelo Lomba, Bruno, Rodrigo Moledo, Victor Cuesta e Uendel; Rodrigo Lindoso (Nonato, 25 do segundo tempo), Patrick, Edenilson e D’Alessandro (Wellington Silva, 43 do segundo tempo); Nico Lopez (Rafael Sóbis, 19 do segundo tempo) e Paolo Guerrero. Técnico – Odair Hellmann. 

NACIONAL – Mejia, Cotugno, Corujo, Felipe Carvalho e Viña; Gabriel Neves, Rafael Garcia, Zunino (Sebastián Fernandez, 34 do segundo tempo) e Lorenzetti (Barrientos, 28 do segundo tempo); Kevin Ramirez (Chory Castro, 23 do segundo tempo) e Bergessio. Técnico – Alvaro Gutierrez.

QUATRO CARTÕES – Boa atuação do árbitro argentino Fernando Rapallíni, que advertiu quatro com cartões amarelos: o zagueiro uruguaio Corujo, por falta em Paolo Guerrero, aos 22, e o lateral Bruno, do Inter, por falta em Kevin Ramirez, aos 26 do primeiro tempo. No segundo tempo, o meia Nonato, do Inter, por falta em Barrientos aos 38, e o apoiador Gabriel Neves, do Nacional, por falta em Wellington Silva aos 45. R$3.085.090,00. 44.937 pagantes. Público presente 49.530, mais 2.518 que o recorde anterior de presentes – 47.012 – registrado nos 2 x 2 com o River Plate, na fase de grupos.

Foto: Internacional