Em decreto assinado no final da tarde de hoje (10) pelo primeiro ministro Giuseppe Conte, de 54 anos, jurista e professor universitário, a Itália torna expressamente proibida a prática de qualquer atividade esportiva, em locais públicos ou privados, incluídos treinos e jogos de futebol, até o dia 3 de maio de 2020. O decreto ressalta ainda que os treinos, de profissionais ou não profissionais, não podem ser feitos, a não ser na própria casa.

SUSPENSÃO – O Campeonato Italiano foi suspenso antes do início da vigésima sétima rodada, faltando mais doze para o término. A Juventus, que tenta ampliar o recorde para nove títulos consecutivos, lidera com um ponto de vantagem sobre a Lazio (63 a 62), que também disputou 26 jogos. A Inter de Milão, com 54 pontos em 25 jogos, está em terceiro lugar e ainda almeja o título, embora com chances menos reduzidas. 

POUCO RECUO – A decisão do governo italiano de tornar expressa quaisquer atividades esportivas foi adotada mesmo depois de pouco recuo nos casos de mortes e infecções pelo novo coronavírus. Em quarentena desde 9 de março, os italianos redobraram o isolamento social. Pesquisa de hoje (10) revela que em cada dez italianos mortos, sete são homens, 28% fumantes, índice superior ao das mulheres (19%). 

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FRANÇA QUER RECOMEÇAR EM AGOSTO

Em reunião na tarde desta sexta (10), Nathalie Boy de la Tur, de 51 anos, presidente da Liga Profissional de Futebol da França desde novembro de 2016, ouviu a opinião de todos os representantes de clubes da primeira e segunda divisão. A sugestão do bilionário Bertrand Desplat, presidente do Guingamp, de reiniciar o campeonato no domingo, 23 de agosto, teve aprovação unânime.

VALORES – A presidente Nathalie Boy de la Tour vai encaminhar a decisão dos clubes à União Europeia de Futebol, presidida pelo advogado esloveno Alexander Ceferin, de 52 anos. Ela e os clubes sabem que tudo dependerá não só da aprovação da UEFA, mas também como estiver na época a situação da pandemia da Covid-19. Os clubes franceses recebem de duas televisões pelos jogos: 780 milhões de euros/ano da empresa Mediapro e 330 milhões de euros/ano do Canal Plus.