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“Os jogadores da Série A terão que abrir mão de uma participação no percentual do que ganham” – resumiu Gabriele Gravina, de 66 anos, presidente da Federação Italiana de Futebol desde outubro de 2018, no dia de ontem (19), em que o país passou a ser o primeiro em mortes (3.405), superando a China (3.130), epicentro da epidemia do coronavírus. O total de casos na Itália saltou de 35.713 para 41.035, mais que o dobro da soma do Irã (18.407) e da Espanha (17.399).

SEM TABU – O presidente da Federação Italiana disse que a possibilidade está sendo analisada pelos clubes da Série A, a fim de equilibrar, pelo menos parcialmente, as perdas causadas pela situação de emergência. Gabriele Gravina, eleito com 97,2% de aprovação dos clubes, ressaltou que “o corte de compromissos não pode ser um tabu nesta situação atípica do futebol italiano”. A análise da situação começará a ser feita na próxima segunda-feira (23).

MILHÕES – Em sintonia com o presidente da Federação, o presidente do Sindicato dos Jogadores Profissionais, Francesco Ghirelli, salientou: “Esperamos terminar a temporada, faltando doze rodadas, para que os efeitos negativos do prejuízo dos clubes possam ser menores”. Ghirelli disse já ter acertado com os clubes que os salários de janeiro, fevereiro e março serão pagos no fim de maio, salientando que “os prejuízos com os jogos adiados e com portões fechados pode passar de 150 milhões de euros e chegar aos 700 milhões, o que seria o colapso”.

DE VOLTA – Com a mulher Isabelle e os dois filhos, o zagueiro Thiago Silva, do Paris Saint Germain, voltou ao Brasil para passar a quarentena, enquanto a situação não se normaliza na França, medida também adotada por Neymar, seu companheiro de time. A mulher de Thiago Silva disse que “a situação em Paris está muito complicada, com supermercados vazios”. O zagueiro ganhou os últimos seis campeonatos franceses, e desde 2012 já realizou 310 jogos, com 17 gols, pelo PSG. 

Foto: VTV