Um ano após ser demitido do Manchester United, pelos maus resultados – deixou o time em sexto no campeonato -, José Mourinho acertou na manhã desta quarta (20) a volta ao futebol inglês para comandar o Tottenham, de Londres, que demitiu o argentino Maurício Pochettino “devido aos resultados extremamente decepcionantes”.

CINCO ANOS – Foi o período em que o ex-zagueiro Maurício Pochettino, argentino de 47 anos, dirigiu o Tottenham FC, entre 27 de novembro de 2014 e 19 de novembro de 2019, com 160 vitórias, 60 empates e 73 derrotas em 293 jogos. Ele deixou o time em décimo quarto na Premier League, vinte pontos atrás do líder Liverpool para quem perdeu a Liga dos Campeões 2018-2019, em final inédita entre ingleses.

MOURINHO – O técnico português mais bem-sucedido na Europa volta à Premier League, após ser demitido do Manchester United, que dirigiu de 26 de maio de 2016 a 18 de dezembro de 2018. Aos 56 anos, Mourinho ganhou a Liga dos Campeões no FC Porto e na Inter de Milão. Foi campeão espanhol no Real Madrid e três vezes campeão inglês no Chelsea.

DESAFIO – José Mourinho tem o desafio de levar o Tottenham ao título inglês, que o clube do norte de Londres, fundado há 137 anos, só ganhou duas vezes, em 1950-51 e 60-61. O Tottenham tem hoje o segundo maior estádio da Inglaterra – 62.062 lugares -, depois de Wembley, que recebe 90 mil torcedores.

BRASILEIRO – José Mourinho só vai encontrar um brasileiro no Tottenham, o meia Lucas Moura, ex-São Paulo e PSG, um dos destaques do time na temporada passada, inclusive como segundo goleador, depois do inglês Harry Kane, artilheiro da Copa de 2018. Mourinho nunca demonstrou simpatia pelos jogadores brasileiros.

NA ESPANHA – Luis Enrique, ex-Barcelona, está de volta ao comando da seleção da Espanha. Ele havia se afastado do cargo, em virtude da doença da filha Xana, que morreu em agosto, aos nove anos, devido a um tumor ósseo. A seleção estava sendo dirigida por seu assistente Robert Moreno, que conseguiu boa classificação para a Eurocopa.

UM CIRCO – Luis Enrique reassume a seleção por decisão de Luis Rubiales, presidente da Real Federação Espanhola de Futebol, mas sob muitas críticas. MARCA – o melhor jornal esportivo do país – escreve que “a seleção não pode ser tratada como um circo”. O recém demitido Robert Moreno disparou contra o presidente da Federação: “Mau caráter”.