Depois de 11 vitórias e 4 empates em casa, o Milan foi o último, dos cinco principais campeonatos europeus, a perder a invencibilidade, com a derrota (3 x 1) para a Juventus, ontem (6), no estádio de San Siro, em Milão, mas continua líder porque a vice-líder Internazionale também perdeu (2 x 1) para a Sampdoria, em Genova. A Juventus, que tenta ampliar o recorde, com o décimo título consecutivo, aumentou a chance, reduzindo a vantagem de sete pontos do líder.

PASSE DE LETRA – Em jogo sem gol de Cristiano Ronaldo, o meia argentino Paulo Dybala foi a grande figura, com dois passes preciosos, o primeiro, de letra, para o italiano Chiesa. Calabria empatou para o Milan no primeiro tempo, com passe do português Rafael Leão, e na volta do intervalo, Chiesa fez o segundo, com outro passe de Dybala, e o americano McKennie marcou o terceiro gol. Na batalha dos técnicos italianos, Andrea Pirlo deu um nó tático em Stefano Pioli, do Milan.

BRASILEIROS – Sem o lateral-esquerdo Alex Sandro, em isolamento, após testar positivo, o lateral-direito Danilo foi o único brasileiro que jogou até o final e também o único da Juventus advertido com cartão amarelo pelo árbitro Massimiliano Irrati. O meia Artur foi substituído no segundo tempo, depois de desempenho discreto. O jogo registrou 28 faltas (17 do Milan) e a Juventus, atuando com mais segurança do início ao fim, acertou mais 127 passes que o Milan (454 x 327).

MAIS VANTAGEM – A Juventus ampliou a vantagem de vitórias sobre o Milan (85 a 58) – 70 empates -, em 213 jogos do Campeonato Italiano, desde 1929, com 309 gols a favor e 263 contra, e tem o dobro de títulos do Milan e da Inter (36 a 18). Após 16 rodadas, o Milan lidera com 37 pontos; a Inter é vice-líder com 36; a Roma, do técnico português Paulo Fonseca, que venceu (3 x 1) o Crotone, está em terceiro com 33, e a Juventus, com menos um jogo, em quarto com 30 pontos.

MESSI FAZ DOIS NA VIRADA DO BARCELONA

Artilheiro dos quatro últimos campeonatos, Messi marcou dois gols na virada (3 x 2) de ontem (6) do Barcelona sobre o Atlético de Bilbao, no estádio San Mamés, juntando-se ao ex-parceiro Luis Suarez, do Atlético de Madrid; Gerard Moreno, do Villarreal, e Iago Aspas, do Celta, como principal goleador da temporada 2020-2021. Bom lembrar: Messi foi artilheiro do campeonato com 37 gols em 2016-17; com 34 gols em 2017-18; com 36 gols em 2018-19, e com 25 gols em 2019-20.

A VIRADA – O Barcelona sofreu o gol de Iñaki Williams, atacante espanhol de 26 anos, logo aos três minutos, mas iniciou a reação aos 14, com o gol do atacante espanhol Pedri, de 18 anos, que aos 38 deu passe de calcanhar para Messi fazer 2 x 1. Na volta do intervalo, Messi marcou o terceiro gol aos 17 e o Barcelona controlou o jogo, sem levar susto, nem mesmo nos acréscimos, quando o atacante espanhol Iker Muniain, de 28 anos, fez o segundo gol do Atlético aos 47 minutos.

A TERCEIRA – Foi a nona vitória do Barcelona, terceira fora de casa, e depois de mau começo, o time do técnico holandês Ronald Koeman, de 57 anos, seu zagueiro entre 89 e 95, subiu três posições e terminou a rodada 17 em terceiro lugar, com 31 pontos, a cinco do vice-líder Real Madrid (36) e a sete do líder Atlético de Madrid (38). O artilheiro Messi lidera o ataque mais positivo do campeonato, com 33 gols, mais três que o do Real Madrid (30) e mais quatro que o do Atlético de Madrid (29).

DESTAQUE – O diário MARCA, principal jornal esportivo da Espanha, destaca a atuação de Pedri, de 18 anos, atacante comprado do Las Palmas por apenas cinco milhões de euros, em setembro de 2019, mas, como sempre, o título da matéria é dedicado ao maior jogador da Espanha: “El rey Messi volvió” (O rei Messi voltou). No fim de semana, os três primeiros do campeonato jogarão fora de casa: o Atlético de Madrid com o Atlético de Bilbao; o Real Madrid com o Osasuna, e o Barcelona com o Granada.

SEM NEYMAR, TÉCNICO ESTREIA COM EMPATE

O técnico argentino Maurício Pochettino, de 48 anos, sem clube desde dezembro de 2019, quando foi demitido do Tottenham, de Londres, estreou ontem (6), no PSG, com empate fora de casa com o Saint-Étienne (1 x 1), no estádio Geoffroy-Guichard, na cidade de Saint-Étienne, região centro-leste da França, a 525 km de Paris. Mesmo sem contar com Neymar, ainda se recuperando de contusão no tornozelo, e mais sete titulares, o campeão francês reagiu e empatou em três minutos.

VICE-LÍDER – O veterano meia francês Romain Hamouma, de 33 anos, fez o gol do Saint-Éttiene aos 19, e o italiano Moise Kean, de 20 anos, emprestado pelo Everton, de Liverpool, empatou aos 22. O PSG, com 36 pontos, subiu à vice-liderança, com a vitória (2 x 1) do Angers sobre o Lille, que caiu para terceiro, com 36 pontos, mas com menos uma vitória. O PSG tem o melhor ataque (40), seguido do Lyon (37), que manteve a liderança ao vencer (3 x 2), em casa, o Lens.

FAVORITO – O atacante holandês Memphis Depay, de 26 anos, foi o destaque do Lyon, com dois gols, o primeiro após receber boa assistência do meia Lucas Paquetá. O Lyon viajará 743 km para o próximo jogo, domingo (10), com o Rennes, quarto colocado, o melhor time da região da Bretanha. O PSG receberá no Parque dos Príncipes, em Paris, o Brest, décimo colocado. Os observadores dizem não ter dúvida de que o PSG continua favorito para ganhar o oitavo título consecutivo.

COVID-19 – Entre os ausentes do Paris Saint Germain, na estreia do técnico argentino Maurício Pochettino, o meia brasileiro Rafinha Alcântara, de 27 anos, que tem cidadania espanhola – jogou nove anos no Barcelona -, em isolamento por ter sido infectado pela Covid-19. A pandemia do novo coronavírus também atingiu outro brasileiro, o meia carioca Bruno Guimarães, de 23 anos, ex-Athletico Paranaense, que só deve voltar ao time do Lyon, do técnico francês Rudi Garcia, de 56 anos, em três rodadas.

Foto: EuroSport