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Carlos Alberto Lancetta, técnico da seleção brasileira de atletismo nos Jogos Olímpicos de 1976 no Canadá e de 1980 em Moscou, e das equipes das Américas do Sul e Central nos Mundiais de 1979 no Canadá, 1981 na Romênia e 1983 na Itália, faz uma análise, aqui no nosso Facebook/Blog sobre a boa participação do Brasil, décimo segundo nos Jogos Tóquio 2020, com sete medalhas de ouro, seis de prata e oito de bronze. Os seguidores podem acompanhar também no canal RESENHA, no Youtube, com as imagens do web designer e repórter fotográfico Marcelo Santos, especialista em técnica de publicação.

Lancetta – O Brasil provou que, quando nos organizamos, seremos imbatíveis. A diversificação genética na formação do nosso povo, nos deu uma linhagem poderosa e muito importante para o sucesso na prática esportiva. Mesmo sem muitos recursos, mas com boa organização, nossa participação realmente foi muito boa.

BEM DEFINIDOS –  O Brasil também investiu muito em equipamentos, antes e depois dos Jogos Rio 2016, porém não basta a construção de Centros de Treinamento  e sim saber administrá-los com competência,  honestidade e com objetivos bem definidos. Tudo passa pela educação básica e o comprometimento na missão. 

QUALIDADE – Mais uma vez priorizamos a quantidade em detrimento da qualidade, além das mazelas das administrações anteriores, o coorporativismo, o nepotismo e a troca de interesses. Meritocracia onde esteve? DESTAQUE –Na minha opinião, a ginástica artística foi a modalidade que mais se destacou; o boxe também merece destaque, e a vela manteve seu alto nível. A surpresa agradável foi o desempenho das meninas do tênis.

TRÊS RIOS – Em 2011 e 2012 visitei o Centro de Ginástica Artística  de Três Rios, idealizado pela professora  Georgette Vidor, e lá estava a Rebeca Andrade, aos 14 anos, despontando com promessa, que se tornou realidade com ouro e prata nos Jogos de Tóquio. 

SEM PÓDIO – Creio que o resultado nas quadras foi o reflexo da má  administração da Confederação Brasileira de Vôlei, na condição do seu Centro de Treinamento, em Saquarema. O vôlei masculino ficou sem pódio ao perder o bronze para a Argentina.

CANOAGEM – Planejamento e comprometimento são fatores de sucesso no esporte de alto rendimento. Isaquias Queiroz teve tudo isso nos últimos anos, graças ao seu treinador espanhol, falecido recentemente .

FUTEBOL FEMININO – Viu-se claramente que o futebol feminino carece de tempo e de um certo amadurecimento emocional. A treinadora Pia realizou bom trabalho e observou bem os problemas da falta de mais condicionamento físico e também citou os problemas emocionais. O trabalho a médio e a longo prazo é o mais acertado num histórico de vida atlética.

SURFE E SKATE – Creio que a ideia em torno do surfe e do skate (park e street) é válida, porém a transformação dessas modalidades em esportes olímpicos carece de estudos mais aprofundados, a nível de organização e planejamento, o que também se pode dizer sobre o breaking dance, que está sendo anunciado como uma das novidades dos Jogos Paris 2024. Quanto à exclusão do caratê e do beisebol, vejo com tristeza. 

REDUÇÃO JUSTA – Acho justo o limite do número de atletas e a equiparação na quantidade por sexo. (O Comitê Olímpico Internacional decidiu diminuir o número de participantes e tornar igual em 50% a presença de homens e mulheres nos Jogos Paris 2024).

NORTE E NORDESTE – Creio que as políticas públicas, voltadas para a Educação/Esportes no Brasil, deveriam acontecer também no Norte e no Nordeste. Seria a solução para a tremenda desigualdade reinante no nosso país. 

Lancetta, ladeado à esquerda pelo repórter fotográfico Marcelo Santos, web designer e técnico em publicação e
seleção de fotos do Blog do Deni Menezes, à direita.

FUTEBOL MASCULINO – Pela primeira vez o Brasil foi ouro em dois Jogos consecutivos. Tudo é produto de organização, planejamento e de muito trabalho,  embora a disputa entre o COB e a CBF tenha sempre atrapalhado.

ESCÂNDALOS – O vôlei, de uma forma geral, sofreu com os escândalos administrativos e financeiros.

CELEIRO – A Bahia é um celeiro de grandes atletas e é uma pena que não haja investimento nos esportes.Conheço bem a Bahia, trabalhei lá em dois momentos da minha vida profissinal. A Bahia tem muitos talentos a serem desenvolvidos. A Bahia tem talentos em grande quantidade, mas precisa de mais apoio e de um trabalho de qualidade. 

PARIS 2024 – Temos material humano de sobra para fazermos uma campanha melhor nos próximos Jogos. O que nos falta é organização, planejamento e muito trabalho.

O VASCO NÃO CONSEGUIU A TERCEIRA VITÓRIA CONSECUTIVA e caiu do sexto para sétimo, após perder para o Remo por 2 x 1,  na noite de ontem (13), no estádio Baenão, em Belém. O goleiro Vanderlei foi expulso aos 21 do segundo tempo, com o placar definido, por tocar na bola com a mão fora da área. O Vasco não jogou bem, a defesa falhou nos gols da oitava derrota, quarta como visitante, e pode perder três posições, dependendo de outros resultados da rodada. 

DOIS DE CABEÇA – O Remo decidiu com dois gols de cabeça em onze minutos. No primeiro, o atacante carioca Renan Gorne, de 25 anos, formado na base do Botafogo, completou o cruzamento do meia carioca Eric Flores, de 32 anos, emprestado pelo Boavista de Saquarema. No segundo, o zagueiro pernambucano Romércio, de 24 anos, 1,85m, aproveitou o escanteio sob medida do meia paranaense Mateus Oliveira.

REAÇÃO FRACA – O Vasco saiu da pressão forte do Remo, que exigiu três boas defesas do goleiro Vanderlei, mas a reação foi fraca, parando no gol que o meia argentino Sarrafiore marcou aos 26, com assistência de Leo Jabá. O jogo entrou em declínio no segundo tempo e a única boa chance de gol foi do Remo, em chute de Lucas, defendido pelo goleiro Halls, de 22 anos, 1,88m, fluminense de Nova Iguaçu, que substituiu Sarrafiore, após a expulsão de Vanderlei.

TRÊS EM CASA – Os três que podem fazer o Vasco cair mais três posições e terminar a rodada em décimo, jogarão em casa: o Operário, com 27 pontos, com o Brusque; o Avaí, com 27 pontos, com o Náutico, e o Botafogo, com 25 pontos, com o lanterna Brasil. O Vasco terá a volta do lateral Leo Matos e do meia Marquinhos Gabriel, após suspensão, no jogo em que terminará o turno com o Londrina, quarta (18), em São Januário.

GOIÁS VENCE – Com 2 x 1 sobre o Guarani, na noite de ontem (13), no estádio da Serrinha, em Goiânia, o Goiás subiu quatro posições, com 31 pontos, e só sairá do terceiro lugar, se hoje (14) o visitante Náutico, com 30, vencer o Avaí, e o Sampaio Corrêa, com 29, ganhar do Cruzeiro no Mineirão. O Goiás fez 1 x 0, gol de Alef Manga, que na volta do intervalo deu assistência para Nicolas marcar o segundo. O gol do Guarani foi de Julio Cesar, já nos acréscimos.

LÍDER E VICE-LÍDER – O Coritiba, líder com 33 pontos, e o vice-líder CRB, com 31, poderão ampliar a vantagem, embora tenham que jogar como visitantes: o Coritiba, hoje (14), em Maceió, com o CSA, décimo terceiro com 22 pontos, e o CRB, amanhã (15), em Salvador, com o Vitória, décimo sétimo com 14 pontos. 

Fotos: Marcelo Santos