Com a derrota no domingo de Páscoa para o Sevilha (1 x 0), o Atlético de Madrid deve ficar só com um ponto de vantagem na liderança do Campeonato Espanhol, se o Barcelona confirmar o favoritismo e vencer hoje (5) o Valladolid, décimo sexto e sob ameaça de rebaixamento, no estádio Camp Nou. Só com uma vitória nos últimos quatro jogos, o Atlético de Madrid tem 66 pontos, e o Barcelona, com 62, pode tirar o Real Madrid da vice-liderança com 63. A Espanha já respira o clássico dos clássicos que Real Madrid e Barcelona disputarão no próximo sábado (10), no estádio Alfredo di Stefano, nos arredores de Madrid.

GOL DE CABEÇA – A décima oitava vitória do Sevilha, quarto com 58 pontos, foi com o gol de cabeça do lateral-esquerdo Marcos Acuña, argentino de 29 anos, aos 25 do segundo tempo, completando o cruzamento do lateral-direito espanhol Jesus Navas, de 35 anos, com a bola quase transpondo a linha de fundo. Comprado em 2020 do Sporting de Lisboa, após ganhar a Taça de Portugal, Acuña marcou o primeiro gol em 29 jogos do atual campeonato, cabeceando no canto esquerdo do goleiro Oblak. 

BELA DEFESA – O Sevilha dominou quase todo o primeiro tempo e só não abriu o placar logo aos oito minutos porque o goleiro esloveno Oblak defendeu pênalti do volante espanhol Saul Ñiguez no atacante holandês Luuk de Jong, cobrado pelo atacante argentino Lucas Ocampos, de 26 anos, que chutou forte e colocado, mas ele saltou com precisão. O pouco que o Atlético de Madrid melhorou no segundo tempo foi insuficiente para ameaçar o Sevilha, que em um dos contra-ataques fez o gol da vitória.

BRASILEIROS – O zagueiro Diego Carlos, paulista de 28 anos, e o meia Fernando, goiano de 33, foram melhores no Sevilha, que o meia paulista Renan Lodi, 22 anos, ex-Athletico Paranaense, e o zagueiro Felipe, paulistano de 31, que logo no início deu uma entrada suicida em Lucas Ocampos. O árbitro Jesus Gil Manzano, de 37 anos, marcou 24 faltas (13 do Sevilha) e aplicou seis cartões amarelos, quatro em jogadores do Atlético de Madrid, um deles o zagueiro Diego Carlos.

MAU COMEÇO – No primeiro jogo do seu mês de aniversário de 118 anos, que completará dia 26, o Atlético de Madrid voltou a deixar o técnico argentino Diego Simeone, ex-meia de 50 anos, irritado com o pouco acerto nos passes e finalizações. Já o técnico espanhol Julen Lopetegui, ex-goleiro de 54 anos, elogiou a postura do Sevilha. Dez vezes campeão espanhol, a última em 2013-14, o Atlético de Madrid está sob ameaça do Barcelona, com 26 títulos, e do recordista Real Madrid, atual campeão, com 34.

DESTAQUES – Dois brasileiros entre os destaques do maior clássico da Espanha: Evaristo de Macedo, hoje aos 88 anos, morador de Ipanema, Zona Sul do Rio, bicampeão no Barcelona (58 a 60), maior artilheiro estrangeiro da história do clube, com 78 gols em 114 jogos, e tricampeão no Real Madrid (62 a 65), único que conseguiu ser ídolo nos arquirrivais. E outro carioca, Ronaldo Fenômeno, hoje aos 44 anos, 47 gols em 49 jogos no Barcelona, em 96-97, e 104 gols em 177 jogos no Real Madrid, entre 2002 e 2007. 

NÚMEROS – Real Madrid x Barcelona do próximo sábado (10) será o de número 245 da história, com 804 gols, iniciada em uma terça-feira, 13 de maio de 1902, com vitória do Barcelona (3 x 1), nas semifinais da Copa da Coroação, que tempos depois passou a ser, como até os dias atuais, Copa do Rei. Desde então, em 244 confrontos, 97 vitórias do Real Madrid, com 407 gols; 95 vitórias do Barcelona, com 397 gols, e 52 empates. Em espanhol, El Clásico; em catalão, El Clàssic. 

Foto: Marcelo Del Pozo/Reuters