Diante de uma equipe bem superior, que se impôs desde o início e manteve a liderança absoluta e invicta, com a quinta vitória em seis jogos, o Botafogo sofreu a segunda derrota e pode descer quatro posições ao fim da rodada. Sem Erik, sua principal referência no ataque, o Botafogo não ameaçou o Palmeiras, que poderia ter saído com vitória mais ampla do que o 1 x 0, com o gol de pênalti bem marcado, do zagueiro Gabriel, que pisou o atacante Deyverson, aos 17 do segundo tempo. O Botafogo não pôde escalar Erik, emprestado pelo Palmeiras, devido à proibição estabelecida na transação.

GOL PARAGUAIO – O zagueiro Gustavo Gomez, de 26 anos, 1,85m, foi campeão brasileiro em 2018, quando o Palmeiras também teve a defesa menos vazada – 26 gols em 38 jogos – e atuou em 13 jogos, com 11 vitórias e 2 empates, sofrendo apenas três gols. Ele chegou ao Palmeiras emprestado pelo Milan e foi comprado em 2018. Gustavo Gomez converteu o pênalti no canto direito. O goleiro Gatito caiu no lado certo, mas sem chegar a tocar na bola.

A PRIMEIRA – Depois de ganhar do Bahia (3 x 2, de virada) e do Fortaleza (1 x 0), no estádio Nilton Santos, o Botafogo decidiu negociar o mando de campo para jogar em Brasília, possivelmente por uma boa compensação financeira. O jogo rendeu R$2.320.830,00, com 33.143 pagantes, mas, antes mesmo do final, o promotor de eventos, Roni, de 42 anos, atacante do Fluminense em 97-2000, 2001-2002 e 2009, e do Flamengo em 2007, saiu preso do estádio Mané Garrincha, junto com Daniel Vasconcelos, presidente da Federação Brasiliense de Futebol.

De acordo com a Polícia Civil do Distrito Federal, Roni o presidente serão enquadrados em crimes de estelionato, sonegação fiscal, associação criminosa e falsidade ideológica.

O BOTAFOGO admitiu que poderia contar com mais torcida na capital da República, mas o que se viu no estádio Mané Garrincha foi predominânia de torcedores do Palmeiras. O time do técnico gaúcho Luiz Felipe Scolari, de 70 anos, completou 29 jogos sem derrota no Campeonato Brasileiro desde 2018, quando ele reassumiu e foi campeão com oito pontos à frente do Flamengo, vice-campeão. Bom repetir: o Botafogo não teve ataque e o Palmeiras saiu com méritos após mais uma vitória.

PALMEIRAS – Weverton, Marcos Rocha, Luan (Antonio Carlos, 26 do segundo tempo), Gustavo Gomez e Diogo Barbosa; Tiago Santos, Bruno Henrique, Zé Rafael (Gustavo Scarpa, 28 do segundo tempo) e Lucas Lima (Moisés, 41 do segundo tempo); Dudu e Deyverson. O Palmeiras continua com o ataque mais positivo (13) e a defesa menos vazada (1). Nas três últimas rodadas, antes da pausa para a Copa América, o Palmeiras jogará fora com a Chapecoense e em casa com Atlético Paranaense e Avaí. 

BOTAFOGO – Gatito, Fernando, Marcelo, Gabriel e Gilson; Alex Santana, João Paulo (Yuri, 34 do segundo tempo), Luis Fernando (Igor Cassio, 28 do segundo tempo) e Cicero; Valencia (Ferrareis, intervalo) e Diego Souza, outra vez com atuação muito ruim. O técnico Eduardo Barroca tentou, mas as mudanças que fez não acrescentaram. Além de Erik – impedido de atuar por ser do Palmeiras -, o Botafogo não teve o zagueiro Joel Carli (suspenso) e o atacante Pimpão, recuperando-se de contusão.

O BOTAFOGO fará mais dois jogos como mandante, antes da parada do Brasileirão para a Copa América: domingo (2) com o Vasco e na nona rodada com o Grêmio. O outro jogo, na oitava rodada, será com o CSA, em Maceió.

RECORDE DE CARTÕES – O Botafogo bateu recorde de cartões amarelos no Brasileirão 2019. Foi o primeiro time a ser advertido com 11 cartões – dos 36 minutos do primeiro tempo aos 23 minutos do segundo tempo -, aplicados, inclusive, a quem não estava em campo. Quatro dos 11 cartões, no primeiro tempo.

1 – João Paulo – 36 minutos – por falta dura no zagueiro Gustavo Gomez.

2 – Gilson – 38 minutos – por falta dura no atacante Deyverson.

3 – Valencia – 41 minutos – por agarrar o lateral Marcos Rocha.

4 – Gustavo (reserva) – 43 minutos – por se envolver em discussão entre Gilson e Dudu. 

5 – Flavio Tenius (treinador de goleiros 43 minutos – insistir em reclamação com o árbitro.

6 – Fernando – 4 minutos do segundo tempo – por falta no atacante Dudu.

7 – Gatito – 13 minutos do segundo tempo – por reclamação.

8 – Gabriel – 13 minutos do segundo tempo – por reclamação.

9 – Cicero – 15 minutos do segundo tempo – por reclamação.

10 – Diego Souza – 17 minutos do segundo tempo – por debochar do árbitro.

11 – Ferrareis – 23 minutos do segundo tempo – por falta por trás em Zé Rafael.

BOM DIZER – O árbitro Paulo Roberto Alves Júnior, da Federação Paranaense, teve boa atuação e foi bem auxiliado por Guilherme  Camilo, da Federação Mineira, e Clóvis Amaral, da Federação Pernambucana.

Foto: Gaúycha ZH