QUATRO MILHÕES de argentinos promoveram uma loucura total nas ruas de Buenos Aires, no feriado nacional desta 3ª feira (20) para receber os campeões do mundo de 2022, mas a festa teve que ser interrompida, quando dois torcedores se jogaram de uma ponte, de uma altura de cinco metros, sobre o ônibus em que estavam os jogadores.

DOS 16.500 MIL HABITANTES de Buenos Aires, quatro milhões saíram às ruas desde cedo, provocando aglomerações que não se viam desde quando os campeões do mundo, liderados por Diego Maradona, voltaram do México, após a conquista da 2ª Copa, em 1986, com a vitória sobre a Alemanha por 3 x 2.

NEM MESMO EM 1978, quando a Argentina ganhou a primeira Copa, vencendo a Holanda por 3 x 1, na prorrogação, em Buenos Aires, a loucura dos torcedores foi tão grande quanto hoje, 20 de novembro, dois dias depois da conquista da 3ª Copa, com a vitória sobre a França nos pênaltis por 4 x 2.

O ÔNIBUS COM OS JOGADORES não conseguiu percorrer 15 km em quatro horas nas ruas de Buenos Aires, onde também estavam milhares de torcedores, que saíram das cidades mais próximas para acompanhar a festa. Quando os dois torcedores saltaram de uma ponte sobre o ônibus, criou-se pânico e mais de 30 ficaram feridos.

A PREFEITURA de Buenos Aires conseguiu helicópteros da Marinha para tirar os jogadores do ônibus e alguns pediram, e foram atendidos, para sobrevoar o Obelisco de Buenos Aires, ponto central da capital, para exibir a taça. Vários torcedores puseram a vida em risco. A recepção na Casa Rosada, sede do governo, onde os jogadores seriam recebidos pelo presidente da República foi cancelada.

EM MEIO AO TUMULTO generalizado, o capitão Lionel Messi conseguiu ser levado de helicóptero ao aeroporto internacional de Ezeiza, onde seu jatinho particular o aguardava para a viagem à cidade natal Rosário, cidade portuária a 300 km de Buenos, onde já estava, sua esposa Antonella, os filhos Tiago, Mateo e Ciro, e mãe e sogro, que fizeram parte da família no Catar.

Foto: Divulgação