Entristece-me registrar a morte de Luizinho Lemos, o maior artilheiro do América FC, neste primeiro domingo (2) de junho, quatro meses antes de completar 67 anos, nascido em Niterói em 3 de outubro de 1952. Ele estava internado no Hospital Municipal Juscelino Kubitschek, em Nilópolis, RJ, desde o sábado 25 de maio, quando se sentiu mal e sentou-se ao lado do médico Alvaro Chaves, após a parada técnica do jogo com o Nova Cidade, pela Série B1 do campeonato estadual.

Luizinho tinha dois stents, colocados em 2010 e 2011. Era de temperamento intenso, vivia os problemas do futebol e tentava sempre a melhor solução. Ainda que tenha jogado no Flamengo e no Botafogo, gostava mais do América, que defendeu em duas passagens, em 73-74 e 82-84. Tornou-se o terceiro maior goleador do Maracanã e foi duas vezes artilheiro do Campeonato Carioca, em 74, com 20, e em 83, com 22 gols. Nasceu com a vocação do gol, e dos 434 que marcou, 311 foram como o maior artilheiro do América. Foi campeão da Taça Guanabara em 74 e da Taça Rio e Copa dos Campeões em 82.

O gol é do DNA da família Lemos. Os irmãos Caio e Cesar também foram goleadores. Caio foi campeão carioca em 72 no Flamengo, quando ganhou o apelido, ao comemorar um gol com uma cambalhota. Em 74, Caio e Luizinho foram campeões da Taça Guanabara no América. Cesar, o mais velho, vive em São Paulo, onde brilhou no Palmeiras, campeão paulista em 72 e 74, tornando-se o segundo maior artilheiro e único do clube na história do Campeonato Brasileiro.

Luizinho Alberto Silva Lemos, extrovertido, alegre, brincalhão, sempre muito sorridente, com certeza terá lugar especial no reino dos céus. Deus abre os braços a todos, especialmente aos do bem, como foi Luizinho, que ficará como um passado sempre presente no coração dos amigos e na história do América FC. Descanse na paz de Deus, grande artilheiro.

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