Após a  pior das sete derrotas, quarta como visitante, Ney Franco deve ser demitido nesta terça (23) pela Chapecoense, que só ganhou dois dos onze jogos e está em antepenúltimo, com oito pontos, depois dos 4 x 0 para o São Paulo, no Morumbi, no dia (22) do aniversário de 53 anos do técnico, contratado em 29 de março. O presidente Plínio David de Nes Filho, muito irritado,  resumiu antes de sair do estádio: “Vamos implantar uma excelência no futebol da Chapecoense”.

NONA DEMISSÃO – Com exceção de Abel Braga, que entregou o cargo ao Flamengo, Ney Franco deve ser o nono técnico demitido em 2019. O primeiro foi Levir Culpi, que comandou o Atlético Mineiro de outubro de 2018 a abril de 2019, demitido após o time ser goleado (4 x 1) pelo Cerro Porteño, do Paraguai, na fase pré-Libertadores. Rodrigo Santana substituiu Levir como interino e só depois de muitos meses foi efetivado.

JOSÉ RICARDO foi contratado pelo Botafogo em 4 de agosto de 2018 e demitido em 12 de abril de 2019, após ser eliminado da Copa do Brasil pelo Juventude, de Caxias do Sul. Zé Ricardo continua sem clube. O Botafogo acertou com Eduardo Barroca, que estava na base do Corinthians, e comanda o time no Brasileirão 2019. 

ENDERSON MOREIRA, substituído por Roger Machado no Bahia, é técnico do Ceará desde 22 de abril e está mantendo o time a uma certa distância da ameaça de rebaixamento. Enderson assumiu após a demissão do gaúcho Lisca, que saiu depois de perder o Campeonato Cearense para o arquirrival Fortaleza. 

NO TROCA-TROCA dos técnicosClaudinei Oliveira assumiu o Goiás após a demissão de Ney Franco, que o substituiu quando foi demitido pela Chapecoense. Como a vida, principalmente de técnico, muda de acordo com os resultados, agora a Chapecoense deve anunciar, a qualquer momento, a demissão de Ney Franco, na estrada desde 2005 com o Ipatinga, que depois de 40 anos foi o primeiro time do interior a ganhar o Campeonato Mineiro, e em 2006 foi vice na decisão com o Cruzeiro.

O currículo de Ney Franco tem muitos pontos a favor do técnico, campeão da Copa do Brasil em 2006 e campeão carioca em 2007 com o Flamengo; campeão paranaense invicto e campeão brasileiro da Série B em 2010 com o Coritiba; campeão da Copa Sul-Americana com o São Paulo em 2012, ano em que também ganhou o Sul-Americano sub-20 com a seleção brasileira.

ANTES DE CUCA, que subiu sete posições e colocou o São Paulo em quinto, o uruguaio Diego Aguirre foi demitido e o novato André Jardine assumiu, mas por pouco tempo. Hoje ele é o técnico da seleção brasileira sub-23. MAURÍCIO BARBIERI, que continua sem clube, faz parte da lista de bons técnicos da nova geração. Levou o Flamengo ao vice Brasileiro de 2018, mas acabou saindo do Goiás depois de apenas quatro meses de trabalho.

O AVAÍ – único ainda sem vitória após onze rodadas – trocou a experiência de Geninho pela juventude de Alberto Valentim, que ficou no Vasco de agosto de 2018 a abril de 2019, demitido após perder o campeonato estadual para o Flamengo. O Vasco acertou com Luxemburgo, sem clube desde 2017, quando saiu do Sport, depois de vencer resistência interna porque o técnico nunca negou ser torcedor do Flamengo. Hoje o trabalho de recuperação do time é reconhecido pelos vascaínos.

RECONHECIMENTO é o que não tem faltado ao Internacional, satisfeito com o trabalho de Odair Hellmann, e também ao Grêmio pelo que o técnico Renato Portaluppi representa para a história vitoriosa do clube, tanto que tem uma estátua, em tamanho natural, na entrada da bela Arena GrêmioO CRUZEIRO, que mantém Mano Menezes desde 26 de julho de 2016, também o exalta, e nem poderia ser diferente com um técnico bicampeão mineiro e bicampeão da Copa do Brasil.

Foto: LIAMARA POLLI/AM Press