Credenciado por ter livrado o time do rebaixamento e conseguido vaga na Sul-Americana, em 2019, quando substituiu Osvaldo de Oliveira, e por ter obtido classificação para a Libertadores de 2021, como sucessor de Odair Hellmann, o assistente Marcão foi efetivado na tarde de hoje (21) como técnico do Fluminense, horas depois que o clube, muito pressionado pelos torcedores, demitiu o técnico Roger Machado, dois dias após a eliminação da Libertadores.

DOIS EM TRÊS – A missão de Marcão é complicada, com dois jogos em três dias com o Atlético Mineiro: segunda (23), em São Januário, pela antepenúltima rodada do turno do Campeonato Brasileiro, e quinta (26), no estádio Nilton Santos, pelas quartas de final da Copa do Brasil. Roger Machado, após 42 jogos – 19 vitórias, 13 empates, 10 derrotas -, deixou o Fluminense em décimo quinto com 17 pontos – 4 vitórias, 5 empates, 6 derrotas, saldo negativo de 5 gols (12 a 17) -, e o jogo atrasado com o Juventude. O time só tem mais dois pontos que o Sport, primeiro dos quatro últimos colocados.

BOM AMBIENTE – Correto, educado e atencioso, Marcão tem bom ambiente no clube desde os tempos de volante, campeão brasileiro da Série C em 99 e campeão carioca em 2002 e 2005. Marco Aurélio de Oliveira, de 49 anos, é de Petrópolis, cidade da região serrana do estado do Rio de Janeiro, iniciou a carreira em 89 e jogou no Bangu até 98. Em 2016 e 2020 dirigiu a equipe em 38 jogos, com 16 vitórias, 13 empates, 9 derrotas.

SOB AMEAÇA – A situação do Fluminense é delicada, e em não havendo reação imediata, o time está sob ameaça de entrar na zona de rebaixamento, depois da previsível eliminação nas quartas de final da Libertadores, em que só conseguiu dois empates com o Barcelona, perdendo a vaga nas semifinais pelos gols sofridos nos 2 x 2 no Maracanã. O Fluminense foi eliminado da Libertadores sem nenhuma derrota como visitante, mas não teve brilho nos jogos em casa.

QUATRO SEM – O Fluminense não vence desde 10 de julho, quando levou a virada (2 x 1) do Sport, no Recife, pela décima primeira rodada do Brasileiro. Desde então, perdeu para o Grêmio (1 x 0) no Maracanã; perdeu para o Palmeiras (1 x 0) em São Paulo; teve o jogo do dia 31 de julho com o Juventude adiado, por estar na Libertadores; perdeu para o América Mineiro (1 x 0) e perdeu para o Internacional (4 x 2), acumulando quatro derrotas consecutivas, sem fazer gol em três.

ALÉM DO JOGO de segunda (23) com o líder Atlético Mineiro, em São Januário, porque o gramado do Maracanã está em recuperação, o Fluminense completará o mês e o turno do Brasileiro, dia 29, jogando como mandante com o Bahia, e na última rodada, como visitante, no primeiro domingo de setembro (5) com a Chapecoense, último e único sem vitória. O primeiro jogo do returno será no domingo, 12 de setembro, no Maracanã, com o São Paulo (no turno, 0 x 0 no Morumbi).

BOM DIZER – Antes de decidir pela efetivação de Marcão, até o final da temporada, o Fluminense chegou a avaliar a volta do paulista Dorival Junior, de 59 anos, sem clube desde a demissão do Athletico Paranaense, em agosto de 2020, após a quarta derrota consecutiva, e a contratação do carioca Eduardo Barroca, de 39 anos, do Atlético Goianiense, sétimo do atual Brasileiro.

CIRURGIA – As opções ofensivas com que Marcão poderá contar para os próximos jogos ficaram reduzidas. O atacante Gabriel Teixeira continua se recuperando da lesão muscular na coxa, contraída no primeiro jogo com o Barcelona, e o atacante Caio Paulista, embora tenha voltado a treinar, depende de nova avaliação. A contusão do tornozelo do meia Yago não foi grave, mas ele continua em tratamento, e o meia Ganso fará cirurgia no braço direito, sem previsão de retorno.

Foto: ABC do ABC