OS MÉDICOS DA CLÍNICA IMBANACO, de Cali, terceira maior cidade da Colômbia, tentam salvar a vida de Freddy Rincon. Campeão mundial em 2000 no Corinthians, o ex-meia, de 55 anos, passou pela segunda cirurgia, na madrugada desta 3ª (12), horas após o veículo se chocar com um ônibus, às 5 horas da manhã de ontem (11).

RINCÓN ESTAVA NO BANCO TRASEIRO da caminhonete Lexus, dirigida por Jorge Muñoz, de 28 anos, que avançou o sinal às 5 horas da madrugada. Laureano Quintero, médico chefe da clínica, disse que o estado do ex-jogador é crítico, após sofrer traumatismo cranioencefálico, que classificou como “severo”.

AS PRIMEIRAS INVESTIGAÇÕES policiais revelam que o veículo em que Rincón estava, entre duas mulheres no banco traseiro, foi multado oito vezes por avanço de sinal, sem que o proprietário Tomás Valencia tenha efetuado o pagamento. Jorge Ivan Ospina, prefeito de Cali, disse que “a cidade está rezando pela vida de Rincón”.

FREDDY EUSEBIO RINCON VALENCIA nasceu em 14 de agosto de 1966, em Buenaventura, a mais importante cidade portuária da Colômbia, a 145 km de Cali. Campeão nacional em 90 e 92 no América, tornou-se ídolo nacional na seleção – 84 jogos, 17 gols -, em três Copas do Mundo consecutivas em 1990, 1994 e 1998.

NO BRASIL, RINCÓN foi campeão paulista no Palmeiras, em 94, mas o auge da carreira foi no Corinthians: bicampeão brasileiro 98-99, campeão paulista 99 e capitão do time campeão do 1º Mundial de Clubes da Fifa, em 2000, no Maracanã. Jogou também no Santos e no Cruzeiro, em 2000-2001.

NA EUROPA, RINCÓN jogou em 95 no Napoli e em 95-96 fez 21 jogos no Real Madrid, primeiro a mandar mensagem pela sua recuperação, como também o fizeram Corinthians, Palmeiras, Santos e Cruzeiro. Rincón também dirigiu o sub-20 do Corinthians em 2009 e foi assistente-técnico do Atlético Mineiro.

EM SÃO PAULO, RINCÓN ficou 123 dias preso, em abril de 2007, na Polícia Federal, que cumpriu mandado expedido pelo Supremo Tribunal Federal, que acatou o pedido de extradição da Justiça do Panamá, que o acusou de lavagem de dinheiro e tráfico de drogas. Seus bens – casas, apartamentos e fazendas – foram congelados.

A INTERPOL, organização policial que opera em vários países, sob uma direção geral, rastreou ligações de Freddy Rincón com o colombiano Pablo Rayo Montaño, um dos 40 narcotraficantes mais procurados do mundo, condenado a nove anos de prisão no Panamá. Em agosto de 2016, Rincón foi absolvido de todas as acusações.

Foto: UOL