Três dias depois da mais humilhante derrota do clube em 120 anos, o FC Barcelona marcou reunião de emergência para hoje, segunda-feira, 17 de agosto de 2020, para decidir o futuro do futebol do clube, que pode ter a saída imediata de Messi, maior jogador e ídolo de sua história, embora ainda falte um ano para o fim do contrato que assinou até julho de 2021. Bem antes de o time perder o Campeonato Espanhol, Messi já vinha revelando insatisfação e antecipando a vontade de sair.

CLIMA TENSO – Barcelona, clube e cidade, estão em clima tenso desde a última sexta-feira (14), quando o time foi eliminado nas quartas de final da Liga dos Campeões, ao sofrer a mais contundente goleada de sua história moderna. Os 8 x 2 impostos pelo Bayern Munique tiveram efeito desvastador na Catalunha, onde torcedores reagiram indignados com faixas de protestos violentos, solidários com a declaração do zagueiro Piqué, que classificou a derrota como “falta de vergonha e uma grande humilhação.”

PRESIDENTE – Josep Maria Bartomeu, de 57 anos, presidente do Barcelona desde 2015, já passou por muita turbulência, como na compra de Neymar, em que se viu envolvido em caso de sonegação fiscal, mas o momento atual, no entender dos que conhecem o clube, é ainda mais complicado. Ele deve anunciar que as próximas eleições, em que tentará a reeleição, serão entre março e abril. Se não conseguir evitar a saída de Messi, Bartomeu sabe que também não conseguirá se manter no cargo.

AO ALCANÇE – O contrato que termina em julho de 2021 estipula que a multa rescisória para tirar Messi do Barcelona é de 700 milhões de euros, o equivalente a 4.500 milhões de reais, mais de três vezes o valor que o PSG, através do Fundo de Investimento do Catar, pagou para ter Neymar, ainda hoje o  mais caro do futebol mundial. Bartomeu não quer entrar na história do clube como o presidente que vendeu Messi. Seria muito pior do que sair pela porta dos fundos.

INTERESSE – A janela de transferências do futebol nunca esteve tão escancarada para o recorde da maior transação do mundo da bola. Mais que o interesse, uma disputa intensa entre bilionários, que sonham com um 10 de ouro vestindo sua camisa. Na Itália e na Inglaterra, as fortunas estarão fazendo leilão sem precedentes, não só para ter o recordista de prêmios, mas para que ele encerre uma das carreiras mais vitoriosas da história com suas cores. Trata-se de desfecho absolutamente imprevisivel.

OS NOMES – O presidente do Barcelona sabe que um de seus erros foi entregar a técnicos sem lastro o comando de um time que o mundo aguarda ansioso para ver e rever a cada rodada de um campeonato assistido por milhões em todo o planeta. Tanto que está na pauta, na reunião de emergência desta segunda (17) a decisão urgente sobre o novo treinador. A preferência recai em Ronald Koeman, holandês de 57 anos, ex-zagueiro, que em 264 jogos e com 87 gols, foi tetracampeão espanhol (90-91 a 93-94).

Foto: Terra