Parceiros de sucesso mundial no Barcelona, Messi e Suarez voltaram a brilhar no último jogo do ano de suas seleções – Argentina 2 x 2 Uruguai -, nesta segunda (18), diante de 29.150 torcedores, lotação máxima do estádio Bloomfield, em Tel-Aviv, capital de Israel, a Terra Santa bíblica de judeus, cristãos e muçulmanos, no Oriente Médio.

UM SHOW – Argentinos e uruguaios fizeram um jogo de alto nível técnico, com o brilho já esperado de Luis Suarez, que deu bela assistência para Cavani, do PSG, fazer o gol do primeiro tempo. Na volta do intervalo, Messi cobrou falta na cabeça de Sergio Aguero, do Manchester City, que empatou aos 18 minutos.

GOLS DA DUPLA – O clássico sul-americano não poderia terminar melhor. Ao estilo Messi, só que de pé direito, Luis Suarez fez o segundo gol uruguaio aos 24, em primorosa cobrança de falta, que sofreu de Pezzella. E aos 47, com a categoria habitual, Messi estabeleceu o empate final, convertendo o pênalti cometido por Tagliafico com o braço. Foi o gol 70 de Messi pela seleção.

MUITOS APLAUSOS – A cidade portuária de Jafa, de 3000 anos, uma das mais antigas do mundo, está integrada à Tel-Aviv, capital do estado de Israel, a 55 km de Jerusalém, desde 1950. Jafa – Bela, em hebraico -, sente orgulho do estádio Bloomfield, uma joia, e os quase 30 mil torcedores se levantaram para aplaudir argentinos e uruguaios pela qualidade do espetáculo. Os jogadores retribuíram com aplausos, felizes com tanto carinho.

A INVENCIBILIDADE – Foi o jogo 192 entre as seleções e os argentinos continuam com vantagem em vitórias (88 a 57), após o quadragésimo sétimo empate. Mas os uruguaios comemoram um ano de invencibilidade em 13 jogos. A última derrota (1 x 0, gol de Olivier Giroud) que sofreram foi para a França, em 20 de novembro de 2018, em Paris.

O RECORDISTA – O ex-zagueiro Óscar Tabárez, de 72 anos, dirige o Uruguai desde 1980, e há dois anos estabeleceu o recorde mundial à frente de uma seleção, ao completar 173 jogos no comando da seleção, que em 2010 levou ao quarto lugar da Copa do Mundo, melhor colocação desde que o Uruguai foi campeão em 1950 no Maracanã.

A QUALIDADE – O técnico tem problema de locomoção e só anda apoiado em muleta, devido ao grave problema degenerativo que sofreu. Pela qualidade do seu trabalho, logo após a Copa de 2018 teve o contrato renovado até a próxima, em 2022. Óscar Tabárez é ídolo em Montevidéu, onde nasceu em 3/3/47. É o técnico campeão da Copa América de 2011 e da Copa Libertadores de 1987 com o Peñarol.

URUGUAI – Campaña, Cáceres, Coates (Giovanni Gonzalez, 15 do primeiro tempo), Diego Godin e Viña; Torreira, Vecino, Valverde (Betancur, 30 do segundo tempo) e Lozano (Braian Rodriguez, 43 do segundo tempo); Luis Suarez e Cavani (Laxalt, 11 do segundo tempo). 

ARGENTINA – Andrada, Saravia, Otamendi, Pezzella e Tagliafico; De Paul (Guido Rodriguez, 43 do segundo tempo), Paredes (Nicolás Gonzalez, 34 do segundo tempo) e Acuña (Nicolás Dominguez, 23 do segundo tempo); Pablo Dybala (Lautaro Martinez, 31 do segundo tempo), Messi e Sergio Aguero. Técnico – Lionel Scaloni.

Foto: Emmanuel Dunand/AFP via Getty Images