O Manchester City, bicampeão inglês em 2017-18 e 2018-19, respira aliviado com a decisão de hoje (13) do Tribunal Especial do Esporte, reunido na Suíça, que o absolveu da denúncia de manipulação de contratos para enganar o controle financeiro da União Europeia de Futebol. A denúncia fora feita em novembro de 2018 e uma comissão da Uefa iniciou a investigação em março de 2019 para apurar se houve irregularidade. Hoje, o clube foi inocentado, mas pagará multa de 10 milhões de euros.

A UNIÃO EUROPEIA de Futebol havia aplicado ao Manchester City a punição de dois anos de afastamento dos torneios europeus mais importantes – Champions League e Europa League – e multa de 30 milhões de euros. O prestigioso New York Times havia publicado que o grupo de controle financeiro estava pressionando para até aumentar a punição ao Manchester City, a fim de que só participasse do Campeonato Inglês e ficasse dois anos fora dos dois principais torneios europeus.

SEM A CHAMPIONS, maior torneio de clubes do mundo, que ainda não conseguiu conquistar, o Manchester City teria não  só  prejuízo técnico, mas financeiro, deixando de ganhar em torno de 200 milhões de euros (R$1.200 milhões, ao câmbio atual). O recurso do clube foi apresentado em junho de 2019 e o resultado desta segunda, 13 de julho de 2020, representou um grande alívio. O City ganhou mais motivação para o jogo de volta com o Real Madrid, dia 8 de agosto, após a virada (2 x 1), em Madrid.

OS OBSERVADORES internacionais viram como justa a decisão do Tribunal Especial do Esporte de não punir o clube inglês com o afastamento de dois anos dos dois maiores torneios do continente. Houve até críticas, ainda que não tão contundentes, à forma como a União Europeia de Futebol tem exercido o controle financeiro dos clubes. A Uefa é presidida desde 2016 por Aleksander Ceferin, de 52 anos, advogado de boa reputação em Liubliana, capital da Eslovênia, pequeno país da Europa Central.

GUARDIOLA – O técnico espanhol Josep Guardiola ainda tem mais uma temporada de contrato com o Manchester City, mas o clube decidiu, logo após conhecer o resultado do Tribunal Especial do Esporte, conversar com ele para a renovação por mais dois anos, o que o vincularia até 2024. Logo em seu primeiro ano, como também aconteceu no Bayern Munique, Guardiola levou o City a dois títulos consecutivos de campeão inglês e ao vice em 2019-20, temporada em que o Liverpool voltou a ser campeão.

PELO CONTRATO atual, Guardiola ganha no Manchester City 22 milhões de euros/ano, e tudo indica que o clube poderia lhe oferecer aumento capaz de deixá-lo, ao fim de cada mês, com 2 milhões de euros na conta bancária. Além disso, o Manchester City oferecerá ao técnico recursos para investir em valores capazes de tornar a equipe ainda mais forte nas próximas temporadas. O contrato com a Etihad (União, em árabe) Airways representa, em reais, 900 milhões/ano para o City. O clube teve também aumento considerável (quase o triplo) do patrocínio da marca do fornecedor, na troca da americana Nike pela alemã Puma, que passa a pagar o equivalente a 90 milhões de reais/ano.

Foto: Newshub