A seleção brasileira volta a decepcionar, com dois 1 x 1 com Senegal e Nigéria, que não representam parâmetro no cenário mundial. Com outra atuação ruim e novamente diante de pouco mais de 20 mil torcedores, a seleção saiu para o intervalo em desvantagem, e mesmo empatando no início do segundo tempo, não conseguiu a virada.

PREOCUPANTE – Bem mais que os resultados pífios frente aos africanos, preocupa a queda da seleção, com rendimento ruim e jogo lento, sem inspiração. Não se vê criatividade, jogada trabalhada nem poder de decisão. Ainda que também não tenha jogado com seleções de ponta, a que venceu a Copa América, em julho, parece um passado mais distante.

COXA DE NEYMAR – Os problemas de Neymar em 2019 continuam. Ele sentiu a coxa logo aos 7 minutos, tentou continuar, mas pediu para sair aos 12. Vai passar por nova avaliação em Paris, sem que os médicos tenham feito previsão de recuperação. Philippe Coutinho, que o substituiu, criou poucas, mas boas jogadas, mesmo sem se destacar.

GOL INGLÊS – A Nigéria saiu em vantagem para o intervalo com o gol do atacante Joe Aribo, 23 anos, 1,83m, nascido em Londres e que joga pelo Glasgow Rangers, da Escócia. Ele recebeu boa assistência do atacante Moses Simon, 24 anos, 1,68m, que joga no francês Nantes emprestado pelo espanhol Levante. 

O EMPATE – O Brasil voltou um pouco melhor do intervalo e conseguiu empatar logo aos três minutos com o gol do volante paulista Casemiro, do Real Madrid, depois que a bola voltou da trave em chute do zagueiro Marquinhos. Foi seu terceiro gol em 46 jogos pela seleção desde 2011. A seleção tentou a virada, mas não jogou o suficiente para alcançar.

GABRIEL – Enquanto o zagueiro Rodrigo Caio não foi utilizado nos dois amistosos em Singapura, o atacante Gabriel só entrou aos 17 do segundo tempo, substituindo Firmino, mas pouco produziu. Só gostaria de entender o que passa na cabeça de um técnico que coloca um jogador faltando três minutos, como fez com Paquetá, que substituiu Gabriel Jesus.

AS SEQUÊNCIAS – A última vitória (3 x 1) da seleção foi na final da Copa América, em 7 de julho, no Maracanã, sobre o Peru. Desde então, 1 x 1 com a Colômbia e 0 x 1 com o Peru, nos Estados Unidos, e 1 x 1 com Senegal e Nigéria, em Singapura.

HÁ SEIS ANOS, a seleção, dirigida por Mano Menezes, havia tido também uma sequência ruim, entre 2012 e 2013: perdeu (4 x 3) para a Argentina, no Superclássico das Américas; 1 x 1 com a Colômbia; perdeu (2 x 1) para a Inglaterra, e 2 x 2 com a Itália.

UM POUCO ANTES, a seleção, comandada por Parreira, teve também uma sequência ruim em cinco jogos: 1 x 1 com Peru; 3 x 3 com Uruguai, 0 x 0 com a Irlanda; 0 x 0 com Paraguai e 0 x 0 com a França, no período de novembro de 2003 a maio de 2004.

ÚLTIMOS DO ANO – A seleção brasileira terminará 2019 com amistosos no Oriente Médio, em novembro: dia 15 com a Argentina, em Riad, capital da Arábia Saudita, e dia 19 com a Coreia do Sul, em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos. Seja o que Deus quiser.

Foto: Yahoo Esportes