A MAIOR TRAGÉDIA DA HISTÓRIA DE 122 ANOS DO FLAMENGO completa hoje três anos, sem punição aos culpados pela morte de dez jogadores jovens das divisões de base, no incêndio da madrugada da 6ª feira, oito de fevereiro de 2019, enquanto dormiam em contêineres inadequados no Ninho do Urubu. O Ministério Público denunciou o clube, por ter pagado o que bem entendeu de indenização, e por pressionar as famílias para que aceitassem os valores oferecidos.

A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA criou uma comissão para apurar o caso. Cobrado por não ter ido à primeira reunião, o presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, disse que iria à segunda, mas também não compareceu. A reincidência deixou evidente a falta de coragem de ficar frente a frente, olho no olho, com as famílias dos mortos. Desde então, não se sabe de mais nenhuma ação da justiça, enquanto os culpados continuam livres.

A TRAGÉDIA DO NINHO DO URUBU me faz lembrar de uma das muitas viagens de cobertura da seleção brasileira. Durante um treino, em Assunção, o colega Oldemário Touguinhó, inteligente e espirituoso repórter do Jornal do Brasil, perguntou a um jornalista paraguaio: “Por que o Paraguai tem Ministério da Marinha, se não tem mar? Ao que o jornalista paraguaio respondeu: “Talvez seja pelo mesmo motivo que o Brasil tem Ministério da Justiça”.

Foto: Esporte R7