Na terceira sessão da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, criada para analisar a maior tragédia da história de 125 anos do clube, em que morreram 10 jogadores das divisões de base, no incêndio do dia 8 de fevereiro de 2019, no Centro de Treinamento Ninho do Urubu, o Flamengo voltou a ser cobrado ontem (13) pelos deputados.

TENTANDO EVITAR – Alguns dirigentes do Flamengo tentam evitar o confronto direto quando solicitados a responder sobre a tragédia. O presidente Rodolfo Landim faltou às duas primeiras sessões e o único pronunciamento que fez até hoje foi pelas redes sociais do Flamengo, em depoimento na FlaTV, com perguntas da equipe de Comunicação do clube. Convocado, o ex-diretor Paulo Dutra não compareceu à reunião de ontem (13) na Assembleia.

MUDANÇA – Em depoimento ontem (13), na CPI da Assembleia, Marcus Medeiros, monitor do clube na época da tragédia, um dos indiciados no inquérito que a Polícia Federal encaminhou ao Ministério Público, disse que o Flamengo fez sua mudança do Centro de Treinamento para outra função na Gávea, e disse estar sendo usado como uma bola de pingue-pongue, que vai em todas as direções.

DISTANTE – Marcos Medeiros era o monitor do Flamengo responsável pela atenção e cuidado dos jogadores da base no Ninho do Urubu. Os garotos, que treinavam em área restrita e de responsabilidade integral do clube, ficavam alojados em contêineres, desde então considerados inadequados, onde morreram queimados na tragédia. Marcos disse em depoimento que estava distante quando ouviu o barulho violento da explosão.

BOA AJUDA – Mesmo distante, Marcos Medeiros disse que ao ouvir o barulho correu na direção do módulo dos contêineres e ainda conseguiu resgatar com vida três dos que sobreviveram. Emocionou-se, tanto ao lembrar da morte dos 10, quanto pelo reconhecimento dos que se salvaram e agradeceram pelo seu empenho. A CPI também já convocou outros dirigentes, ex e atuais, para que deponham.