Antonio Lopes mostrou competência, como bom profissional, nos doze times que dirigiu, incluídos os quatro grandes do Rio, mas a paixão pelo Vasco vem de garoto. Já antes dos seus dez anos, ele vibrou muito com a geração de ouro do Expresso da Vitória, que viu ganhar o bicampeonato de 1949, em São Januário, e de 1950, no Maracanã, com os gols do notável Ademir, no primeiro título carioca, no então maior estádio do mundo.

CARRO DO ANDRADA – Lopes estava formado em direito na Cândido Mendes e era delegado. Seu amigo Helio Vígio – 1934 – 2016 – também policial e preparador físico do Vasco, pediu que o ajudasse a resolver problema do carro do goleiro argentino Andrada – 1939 – 2019 –, que havia sido apreendido em blitz. Galho quebrado, Vígio sugeriu e o técnico Mario Travaglini, do primeiro título brasileiro do Vasco, em 1974, aprovou a contratação de Antonio Lopes.

DE VOLTA À ORIGEM – O único título que Antonio Lopes ganhou como jogador foi o do Torneio Início, disputado uma semana antes da abertura do Campeonato Carioca. Foi em 1960, no Olaria, de onde saiu para o vizinho Bonsucesso. Em 1979, voltou ao Olaria para estrear como técnico, mas só ficou até 1981, quando o presidente Antonio Soares Calçada – 1923 – 2019 – o levou de volta ao Vasco, que ajustou para ser campeão em 1982.

OITO TÍTULOS – Durante dezoito anos, Antonio Lopes obrigou o Vasco a aumentar o espaço da coleção de taças no amplo e belo salão da sede da Rua General Almério de Moura. Foi com ele, no comando técnico seguro e inteligente do time, que o Gigante ganhou: Campeonato Carioca 82, 98 e 2003. Campeonato brasileiro 97. Copa Libertadores 98. Rio São Paulo 99. Copa João Havelange e Copa Mercosul 2000.

CAMPEÃO DO MUNDO – O geminiano Antonio Lopes dos Santos, carioca de 12 de junho de 1941, completou 600 jogos no Vasco em 2008, com 306 vitórias. Na sequência, campeão paranaense em 2009 no Atlético, vice da Libertadores em 2005. Lopes foi campeão também no Sport (88), Inter (gaúcho e Copa do Brasil 92, Paraná Clube 96, Coritiba 2004 e campeão brasileiro no Corinthians 2005. Bom lembrar: coordenador técnico campeão do mundo 2002, última Copa da seleção.

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