Os torcedores do Cruzeiro, aos milhares em Minas Gerais e em vários outros estados, continuam sofrendo as consequências do acúmulo de erros, repetidos por gestores sem preparo, que levaram o futebol do clube ao fundo do poço. Bem pior do que estar pelo segundo ano consecutivo na Série B, é a ameaça de cair para a Série C, em ano de Copa do Mundo, em que foi o único time mineiro com dois titulares na maior de todas as Copas que o Brasil ganhou.

ENTRISTECE E DÓI ver o Cruzeiro, a cada rodada, evitando ser um dos quatro últimos da Série B, depois de ter visto, em tardes e noites de raro esplendor, a conquista dos cinco primeiros campeonatos da história do Mineirão; quatro vezes campeão brasileiro; duas vezes da Libertadores e das Supercopas Libertadores; o Cruzeiro bater no Mineirão os recordes de público do Mundial de clubes com o Bayern (113.715) e da final da Libertadores com o Sporting Cristal (95.472), e o recorde dos recordes, com 132.834 pagantes, na final com o Vila Nova.

OS DESPREPARADOS estão jogando na lixeira do futebol as páginas brilhantes, que entre outros notáveis, do alto nível de Tostão, Dirceu Lopes, Wilson Piazza, Zé Carlos, Raul Plasmann, e o remanescente Fabio, recordista de jogos, escreveram no livro de ouro da gloriosa história centenária do Cruzeiro Esporte Clube. Doloroso. De cortar o coração.

Foto: Bruno Haddad/Cruzeiro