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UM DIA DEPOIS de perder para a LDU, o Fluminense manteve o desabafo do pós-jogo, na sala de imprensa do estádio Casa Blanca, em Quito. Apenas muita reclamação, nenhum autorreconhecimento da atuação apagada, em que só quis segurar o 0 x 0, sem coragem para atacar, e acabou punido com a derrota, que, no entanto, tem todas as condições de reverter no Maracanã.

OS PROBLEMAS de arbitragem jamais deixarão de existir, mesmo com o avanço da tecnologia, que criou o árbitro de vídeo para corrigir possíveis falhas humanas, como a do assistente Jhon Gallego, que acenou impedimento no gol de Alex Arce. Na revisão do VAR, o pé direito do zagueiro Tiago Santos, que logo no início quase fez gol contra, dava condição ao atacante paraguaio do time equatoriano.

O FLUMINENSE só se preocupou com o toque improdutivo no próprio campo, com o objetivo de manter a posse de bola e de evitar que a LDU atacasse. Ainda assim, o time mandante finalizou 24 vezes, seis na direção do gol, enquanto seu goleiro não fez uma única defesa difícil. O plano de jogo do técnico Fernando Diniz foi de se defender, bem diferente da caracteristica ofensiva habitual.

A MAIORIA DOS JOGADORES do Fluminense se ressentiu dos efeitos da altitude, problema que os visitantes terão sempre que forem aos 2.850 metros de Quito e, mais ainda, aos de 3.640 metros de La Paz, sem tempo de adaptação, que os estudiosos dizem ser de três semanas. A idade pesou mais para Felipe Melo (40), Cano (36), Ganso e Keno (34), bem abaixo do que produzem ao nível do mar.

O DESABAFO de Felipe Melo na sala de imprensa, lamentando que não houvesse pergunta sobre a arbitragem, foi menos estranho que o da volta ao Rio, ao criticar que o Fla-Flu seja no próximo domingo (25). O jogo entre os invictos, que podem decidir a Taça Guanabara, será com intervalo inferior a 72 horas, mas, no pré-falimentar futebol carioca, nada mais surpreende.

MENOS MAL QUE NADA ESTÁ PERDIDO. O Fluminense tem chances de se recompor no jogo de volta, e até mesmo de ganhar a inédita Recopa Sul-Americana, mas precisará jogar mais, muito mais do que jogou no Equador. Para vencer, é preciso fazer gol, competência que não teve em Quito, mas que pode voltar a ter no Maracanã, onde, com toda certeza, não lhe faltará o apoio de sua apaixonada torcida.

Fotos: Sportbuzz e O Dia