Com justificado orgulho, o Santos FC se autointitula o maior brasileiro do mundo, baseando-se, com certeza, em sua figura máxima, o eterno rei Pelé, símbolo de todas as gerações, o mais brilhante de todos os tempos e único Atleta do Século da história do futebol mundial. O Santos, oito vezes campeão brasileiro; primeiro brasileiro bicampeão da Libertadores e bicampeão Mundial de clubes, vive um drama inusitado na história de seus 109 anos.

IMPENSÁVEL – O Santos sob ameaça de rebaixamento no Campeonato Paulista é uma das últimas hipóteses em que se poderia pensar no futebol, depois de 22 títulos, com o artilheiro em 11 campeonatos consecutivos e com o recorde de 58 gols aos 17 anos, em 1958, quando também se tornou o mais jovem campeão do mundo. Pelé fez gol em 255 dos 410 jogos, marcou 3 gols em 1 jogo, em 37 jogos, e 4 gols em 1 jogo, em 20 jogos. E o recorde: 8 gols em Santos 11 x 0 Botafogo-RP, em 21/11/64, na Vila.

POR BAIXO – O Santos encerra a participação no campeonato de 2021, nivelado por baixo, só com 10 pontos ganhos dos 33 disputados, atrás do Mirassol, líder do Grupo D, com 17 pontos, e do Guarani, com 14, além do saldo negativo de 9 gols. Para evitar o primeiro rebaixamento de sua história maravilhosa, o Peixe – como os queridos colegas paulistas gostam de tratá-lo – precisa, pelo menos, empatar com o São Bento, amanhã (8), na Vila Belmiro.

HISTÓRICOS – Profissional no Rio desde 1958, vindo de Manaus, estou entre os privilegiados dos jogos históricos do Santos, como o dos 4 x 2 no bi do Mundial de clubes, em novembro de 1963, com 132 mil pagantes e a noite mais chuvosa que vivi no Maracanã; como o do gol de placa nos 3 x 1 no Fluminense, no primeiro domingo de março de 1961, e como no gol de Pelé, que era o próprio Santos, no 1 x 0 no Paraguai, no último domingo de agosto de 1969, com o recorde de 183.341 pagantes no Maracanã, classificando a seleção para o tri em 70, minha primeira das oito Copas consecutivas. Quem viu, viu…

NOVO TÉCNICO – Fernando Diniz, de 47 anos, foi anunciado ontem (7) como novo técnico, mas só assumirá terça (11), em outro jogo decisivo, também na Vila Belmiro, com o Boca, pela quarta rodada da fase de grupos da Libertadores. Terceiro do Grupo C,  com derrotas por 2 x 0 para o Barcelona e o Boca, e os 5 x 0 no The Strongest, o Santos tem chances quase desprezíveis de avançar às oitavas de final. É de se lamentar, e muito, a fase tão adversa porque passa “O Maior Brasileiro do Mundo”.

Foto: Terceiro Tempo