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AINDA BEM QUE A MAIORIA dos rubro-negros, e das rubro-negras também, não só admira, mas reconhece e exalta o valor dos nordestinos na grandeza da história do futebol do Flamengo. E estão cobertos de razão porque não foram poucos os que se sobressaíram, com atuações, conquistas e feitos marcantes.

NEM É PRECISO QUE SE VOLTE tanto no túnel do tempo. Depois de longo jejum de nove anos sem título, o Flamengo foi o primeiro tricampeão carioca no Maracanã, repetindo em 1953-54-55, com o paraguaio Fleitas Solich, a história da equipe de profissionais, com alma de amadores, que Flávio Costa dirigiu em 1942-43-44.

DEQUINHA, norte-riograndense de Mossoró, entre Jadir e Jordan formou a linha média mais famosa dos anos 50. No tricampeonato de 1953-54-55, o Flamengo fez 84 jogos: José Mendonça dos Santos, o Dequinha, participou de todos. Ele foi ídolo de Carlinhos, o violino.

ÍNDIO, paraibano de Cabedelo, fez 134 gols em 202 jogos, entre 1951 e 1957. No tricampeonato, em 68 jogos, 47 gols, comandando o ataque com Joel, Dida e Zagallo, que iniciaram a Copa de 58. Aloísio Francisco da Luz, o Índio, camisa 9, conhecia os atalhos do gol.

DIDA, alagoano de Maceió, 357 jogos, 264 gols, maior artilheiro do Flamengo antes de Zico, que o teve como ídolo. Edvaldo Alves de Santa Rosa, o Dida, campeão do mundo em 1958, iniciou titular da 1ª Copa que o Brasil ganhou.

ZAGALLO, alagoano de Maceió, sem que seja preciso dizer muito mais porque todos sabem tudo sobre ele. Mario Jorge Lobo Zagallo, notável e imortal do futebol, campeão como jogador e técnico no Flamengo, no Botafogo e na seleção.

JUNIOR, paraibano da capital João Pessoa, 508 vitórias, 876 jogos, o que mais vestiu a camisa rubro-negra, que sempre honrou. Campeão carioca, brasileiro, da Libertadores e do Mundial, no mesmo ano, feito único na história do clube.

NUNES, sergipano de Cedro de São João, o artilheiro das grandes decisões, dois  gols em 28 minutos nos 3 x 0 no Liverpool. Um dos jogos históricos que cobri como repórter, em 13 de dezembro de 1981, no Estádio Nacional de Tóquio. 

ESTA MATÉRIA É HOMENAGEM A TODOS OS NORDESTINOS, QUE MERECEM RECONHECIMENTO E RESPEITO PELO TALENTO E PELA COMPETÊNCIA.