A abertura do mata-mata das oitavas de final da Libertadores 2020, dia 24 de novembro, no estádio El Cilindro, em Buenos Aires, será o primeiro jogo oficial que Racing e Flamengo disputarão, depois de 13 amistosos, com cinco vitórias de cada time e três empates, o primeiro (1 x 1) em 24 de janeiro de 1953, no Maracanã, pelo Quadrangular Internacional do Rio de Janeiro, também com a participação do Boca Juniors e do Vasco, que na decisão goleou (5 x 2) o Flamengo e ergueu a taça.

SUPERCOPA – Flamengo e Racing fizeram dois jogos pela Supercopa dos Campeões da Libertadores, nos dias 4 e 11 de novembro de 1992. No primeiro, no estádio do Pacaembu, em São Paulo, 3 x 3, gols de Junior, jogando de volante; do zagueiro Rogerio, em primorosa cobrança de falta, e do meia Djalminha, de pênalti. No segundo, no estádio de Avellaneda, em Buenos Aires, Racing 1 x 0 Flamengo, e na decisão, o Cruzeiro goleou (4 x 0) o Racing e foi campeão, depois de eliminar o Grêmio nas semifinais.

A VIRADA – Na festa dos 108 anos de sua fundação e dos 50 anos da Petrobras, o Flamengo venceu (2 x 1 de virada) o Racing, na tarde ensolarada do sábado, 15 de novembro de 2003, no estádio Lourival Batista, em Aracaju. O atacante Estevez fez 1 x 0 aos 24 e o meia André Gomes empatou aos 41 para o Flamengo, que virou aos 22 do segundo tempo com o gol do atacante Edilson. Time: Diego, Rafael, Fabiano Eller, André Bahia e Anderson; Fabinho, André Gomes, Jonatas e Andrezinho; Edilson e Jean.

INTER OU BOCA – Se eliminar o Racing, no mata-mata das oitavas, o Flamengo jogará nas quartas de final, em dezembro, com o vencedor de Internacional x Boca, que fará o segundo jogo em casa, como todos os que se classificaram em primeiro lugar nos grupos. O Grêmio, passando pelo Guarani, do Paraguai, jogará com LDU ou Santos, que irá à sempre temida altitude do Equador, e fará o segundo jogo na Vila Belmiro. Bom lembrar: em caso de empate, a vaga é de quem fizer mais gol como visitante.

O FAVORITO – Em nenhum dos jogos das oitavas de final há favoritismo mais acentuado que o do invicto Palmeiras, com segundo ataque mais positivo (17) – o do River fez 21 -, segunda defesa menos vazada (2) – a do Boca sofreu só 1 gol -, frente ao estreante Delfin, do Equador, tecnicamente muito fraco, único que se classificou com saldo negativo de gol (6 a 7). O Palmeiras vai esperar o vencedor de Jorge Wilstermann, da Bolívia x Libertad, do Paraguai, para então tentar a vaga nas semifinais.

O MAIS DIFÍCIL – Com a campanha mais fraca dos brasileiros na fase de grupos, o Athletico Paranaense só avança às quartas de final se acontecer mais um milagre no futebol. O Boca Juniors é muito mais forte, foi um dos três invictos, junto com Palmeiras e Santos, com o ataque mais positivo e a defesa menos vazada, e conta com o respaldo de seis títulos da Libertadores, segundo maior vencedor. Para completar, terá a vantagem do segundo jogo em seu temido estádio da Bombonera.

Foto: footballia