O Vasco iniciou ontem (8) a preparação para 2020, sem ainda ter pago novembro, décimo terceiro e férias de 2019. Ainda bem que o futebol brasileiro não é regido pelas leis do México, onde o pagamento do salário é quinzenal, e menos ainda pelas leis da Inglaterra, que determinam pagamento semanal. Ainda bem.

CALENDÁRIO – Com raríssimas exceções, os clubes do futebol brasileiro criaram calendário especial, abolindo o mês com 30 dias. É um calendário alternativo, flutuante, em que o mês pode ser de 60 dias ou mais. Como já dizia o bem humorado baiano Vampeta, “Eu finjo que jogo, o Flamengo finge que me paga”, após apenas 16 jogos nos idos de 2001.

UM MILHÃO – O atacante Jorge Henrique tem a receber do Vasco 1 milhão de reais, sem que a correção esteja incluída, após 65 jogos em 2015 e 2016, quando fez o acerto, mas o clube deixou de cumprir em dezembro de 2018. Ou seja, empurrou com a barriga. Agora, em 2020, por conta dessa dívida, o clube não pode inscrever jogadores.

COMPLICADO – A valorização da marca deixou de existir e não apenas no Vasco, de vez que Fluminense e Botafogo também não têm patrocínio master na camisa. O Flamengo volta a entrar como exceção na história. O banco digital acertou a renovação e em bases de alto nível. Afinal, está aumentando prestígio com a marca do maior campeão de 2019.

IMPASSE – Ainda não houve acerto para as transmissões dos jogos de 2020 do Campeonato Carioca. O Flamengo, com toda razão, quer ganhar mais, inconformado em receber menos que os quatro grandes do Campeonato Paulista. Isso respingará nos outros clubes, em especial nos pequenos, que sobrevivem com os direitos da televisão.

DESPRESTÍGIO – Vasco, Fluminense e Botafogo iniciarão com o que têm de melhor, mas o Flamengo inicia com time sub-20, desprestígio mais que evidente ao Campeonato Carioca, que se aproxima dos estertores. Já perdeu data em 2020 e a tendência é que, a pouco e pouco, outras sejam subtraídas de um campeonato que perdeu por completo a motivação.

Foto: Supervasco