No jogo 100 de Neymar, o atacante passou batido, sem gol, no 1 x 1, no primeiro jogo da história com Senegal, modesta vice-campeã africana de seleções. Nunca a seleção brasileira jogou para 20.621 torcedores, como na noite desta quinta (11), no horário da Ásia, em um estádio multiuso com capacidade para 50 mil torcedores.

O TERCEIRO – A seleção brasileira completou três jogos sem vitória em 2019, depois de empatar com a Colômbia e perder do Peru, nos Estados Unidos. E poucas vezes terá se exposto, quanto no 1 x 1 com o Senegal, a jogar em um gramado de más condições. Nada justifica submeter o futebol com cinco títulos mundiais a situações tão vexatórias.

BEM PERTO – Se não ganhar da Nigéria, domingo (13), a seleção se aproximará da marca negativa de quatro jogos consecutivos sem vitória. A de três foi alcançada, lembrando os dois últimos da Copa de 2014 – os 7 x 1 da Alemanha e os 3 x 0 da Holanda – e o primeiro da Copa de 2018, 1 x 1 com a Suíça.

EM COPAS – A única vez que a seleção ficou quatro jogos seguidos sem vencer foi entre o final da Copa de 1974 – 2 x 0 para a Holanda e 1 x 0 para a Polônia, na decisão do terceiro lugar – e o início da Copa de 1978 – 1 x 1 com a Suécia e 0 x 0 com a Espanha -, só vencendo no terceiro, 1 x 0 na Áustria. 

CINCO JOGOS – Na história recente, a pior marca da seleção é a sequência de cinco jogos consecutivos sem vitória, entre 2012 e 2013. As derrotas para a Argentina e a Inglaterra, e os empates com Itália, Rússia e Colômbia representam o ciclo negativo mais triste. Com certeza, por conta da falta de valores, que havia em excesso em outras épocas.

REVOLTA – A seleção tirou dois jogadores importantes do time líder do Brasileirão 2019 e eles só assistiram, o que poderiam ter feito na concentração, no Rio, enquanto aguardavam o jogo da noite desta quinta (11) com o Atlético, no Maracanã. Justifica-se plenamente a revolta dos torcedores pela convocação de Rodrigo Caio e Gabriel. Para ficarem no banco.

Foto: Esporte R7