No 25 de maio de 2021, dos 120 anos do River, o presente de grego do Fluminense, que em sua melhor exibição do ano terminou pela primeira vez em primeiro lugar no grupo, em oito participações na Libertadores, e entrou pela segunda vez nas oitavas de final. A historinha do presente de grego será contada na sequência da matéria, que também destaca: depois do Cruzeiro, campeão em 76, o Fluminense é o segundo a vencer River e Boca na Libertadores, na Argentina.

BOA POSTURA – O Fluminense fez uma exibição segura do início ao fim, com boa postura, firme na marcação e rápido na transição, saindo sempre em alta velocidade da defesa para criar ataques organizados, e com dois gols em sete minutos, ambos com assistências precisas de Fred, que mereceu o prêmio de melhor do jogo. Caio Paulista fez o primeiro aos 22, ao desviar na pequena área, e Nenê marcou o segundo aos 29, com belo chute cruzado no ângulo.

SEGUROU BEM – Era previsto que o River voltaria do intervalo com tudo, tentando pelo menos o empate, que lhe daria o primeiro lugar, mas o Fluminense manteve a atuação firme e quase fez o terceiro, que viria no finalzinho, aos 6 minutos, quando Yago acertou o travessão. O gol do atacante Girotti, aos 40, não tirou a tranquilidade, tanto que nos acréscimos, após bela assistência de Abel Hernandez, aos 47, Yago fechou a conta dos 3 x 1, com o Fluminense líder do Grupo D.

FLUMINENSE tornou-se o quinto brasileiro a vencer o River no estádio Monumental de Nuñez, histórico para a Argentina pela primeira Copa do Mundo que ganhou em 1978. Em 38 jogos no estádio, sob o comando de seu vitorioso técnico Marcelo Gallardo, o River perdeu em 2015 para o Cruzeiro; em 2018 para o Grêmio; em 2020 para o Palmeiras e em 2021 para o Fluminense, que impôs a derrota mais dolorosa por ser no dia de seus 120 anos de fundação (25/5/1901).

OS PRIMEIROS – Marcos Felipe, Samuel Xavier (Calegaria), Nino, Lucas Claro e Egídio; Martinelli (Wellington), Yago e Nenê (Cazares); Caio Paulista (Luis Henrique), Fred (Abel Hernandez) e Gabriel Teixeira – o Fluminense tirou a invencibilidade do River e terminou em primeiro no Grupo D, com 11 pontos – 3 vitórias, 1 derrota, 2 empates, saldo de 3 gols (10 x 7). O técnico Roger Machado resumiu: “Foi a melhor exibição de todas as equipes que dirigi”.

RIVER PLATE – Armani, Lecanda (Rojas), Maidana, Martinez e Casco; Felipe Peña, Simon (Matias Suarez), De La Cruz e Carrascal (Palavecino); Julian Alvarez e Rafael Borré (Girotti) – o time do técnico Marcelo Gallardo, segundo do Grupo D, com 9 pontos – 2 vitórias, 1 derrota, 3 empates e sem saldo de gol: marcou e sofreu 7. O Junior Barranquilla terminou em terceiro e o Santa Fé, único sem vitória, em quarto, após 0 x 0 no estádio Bellavista, em Ambato, no Equador.

EXPULSÃO – O zagueiro Maidana, do River, foi expulso aos 21 do segundo tempo, por uma cotovelada na cara de Caio Paulista, em decisão instantânea e firme do árbitro uruguaio Esteban Ostojich, com excelente atuação. Seus assistentes Nicolás Taran e Martin Soppi acertaram em todas as marcações de impedimento. Houve seis advertências com cartão amarelo: Martinez, Matias Suarez e De La Cruz, e Samuel Xavier, Caio Paulista e Egídio.

PRESENTE DE GREGO – A expressão faz referência ao Cavalo de Troia, episódio descrito na Ilíada de Homero, em um dos principais poemas épicos da Grécia Antiga. Os troianos levaram um cavalo de madeira para dentro de seus muros, acreditando que o suposto presente era uma rendição dos gregos. No entanto, dentro do cavalo estavam vários soldados gregos, e durante a noite, após os troianos terem bebido muito, e a maioria dormindo, os gregos abriram os portões para que todo o exército entrasse e destruísse a cidade. 

Foto: LANCE!