AO COMPLETAR 68 ANOS ontem (10), o técnico Fernando Santos, da seleção de Portugal, ganhou um presente de grego. Ele terá que pagar 4.600 mil euros de impostos à Receita Federal, por estar recebendo salários da Federação Portuguesa de Futebol, através de uma empresa fictícia, que ele próprio criou, com o nome de Femacosa.

O TRIBUNAL condenou o técnico e autorizou também a Receita Federal a fazer uma investigação na Federação Portuguesa de Futebol para que explique por que não recolhia os valores dos impostos. Não só Fernando Santos, mas também sua mulher, Guilhermina Costa Santos, sócia da empresa fictícia, têm prazo para o pagamento. 

FERNANDO SANTOS assumiu a seleção de Portugal em setembro de 2014, e desde então os salários são depositados na conta da Femacosa, empresa fictícia, que os agentes do Fisco descobriram com muito atraso, após receberem denúncias. O técnico ainda não fez qualquer declaração sobre o assunto.

ALFACINHA, como são tratados os nascidos em Lisboa, Fernando Santos terminou a carreira de zagueiro e iniciou a de técnico no Estoril em 1987. Enquanto jogava, formou-se em engenharia eletrônica no Instituto Politécnico de Lisboa, e dirigiu Porto, Sporting e Benfica. Comandou a seleção da Grécia na Copa de 2014 no Brasil.

BEM-SUCEDIDO na seleção portuguesa, Fernando Santos foi campeão da Eurocopa 2016, vencendo a França, em Paris, o que lhe valeu a condecoração de Grande Oficial da Ordem do Mérito. Levou a seleção à 5ª Copa consecutiva, em 2018 na Rússia, e ganhou a Liga das Nações 2019, realizada pela primeira vez em Portugal.

FERNANDO SANTOS dirigirá Portugal pela segunda Copa consecutiva, estreando dia 24 de novembro com a seleção de Gana. Os outros adversários no Catar serão o Uruguai e a Coreia do Sul. O técnico não contará com o atacante Pedro Neto, de 22 anos, do inglês Wolverhampton, sem tempo para se recuperar da cirurgia no tornozelo.

Foto: Marca