O depoimento do professor Thiago Monteiro, ex-nutricionista do Flamengo, reforça a ideia que sempre tive de que o meia Diego é o que mais se cuida no elenco. Não à toa, ele apresenta preparo invejável e mostra, aos 35 anos, uma forma excepcional, incluindo-se entre os mais bem condicionados do futebol. Uma de suas principais virtudes é a consulta, quase diária, sobre o que pode e o que não pode fazer, evitando o percentual de gordura e fortalecendo bem a massa muscular.

CUIDADO – Desde cedo, ainda na base do Santos, onde se formou, Diego sempre mostrou cuidado com o físico, o que o levou, logo ao completar 17 anos, ao time titular. Até hoje os santistas se lembram do que Diego, o mais novo do time, representou em 2002, quando o Santos voltou a ser campeão brasileiro após 12 anos, vencendo o Corinthians em final emocionante. Em 2003, ele voltou a se destacar no vice-campeonato brasileiro e foi eleito o mais criativo da Copa Libertadores.

O SALTO – Diego deu sequência em 2004 ao salto de qualidade, escolhido capitão do Santos pelo técnico Luxemburgo, campeão da Copa América como um dos jogadores de qualidade da seleção do técnico Parreira (Diego converteu o terceiro pênalti dos 4 x 2 na final com a Argentina, em Lima), e a saída para o FC Porto, que lhe abriu as portas da Europa, onde ficaria por 12 anos. Diego substituiu Deco, campeão europeu em 2004 e negociado com o Barcelona.

O ELOGIO – Ídolo dos portistas, entre 2004 e 2006, após 63 jogos, Diego saiu por modestos 6 milhões de euros para o Werder Bremen e logo foi o melhor da temporada 2006-2007, com elogios de Franz Beckenbauer, melhor jogador alemão da história. Saiu campeão da Copa da Alemanha de 2008-2009, com despedida triunfal, após o 1 x 0 na final com o Bayer Leverkusen. Dos seis europeus em que atuou, o Werder Bremen foi o time em que Diego fez mais jogos: 137, com 55 gols.

QUATRO VEZES – Diego quadriplicou o lucro do Werder Bremen, que o comprou por seis milhões de euros do Porto e o vendeu por 24 milhões de euros à Juventus, que só defenderia em 2009-2010, com sete gols em 47 jogos. Voltou à Alemanha e ficou três temporadas noWolfsburg, que o negociou com o Atlético de Madrid, de onde saiu em 2014 para o turco Fenerbahçe, última escala dos doze anos na Europa, com oito gols em 75 jogos.

FLAMENGO – Após rescindir com o campeão turco, em julho de 2014, Diego acertou com o Flamengo, o que considera ter sido, se não a melhor, uma das mais acertadas decisões da carreira: “Eu diria que foi a química perfeita da minha vida profissional, embora longe de pensar que poderia ter sido tão bem recebido e tão bem tratado pela torcida”. Ele só lamentou não ter podido estrear com a camisa 10, o que o levou a escolher o 35, em homenagem à idade de então dos filhos: Matteo (3) e Davi (5).

DE 55 A 78 – Os números que mais alegraram Diego no Flamengo foram os da subida do percentual do time: 55%, antes de sua chegada e 78%, após sua chegada. Ele só lamenta a perda do Mundial de clubes na final com o Liverpool, mas quer continuar sendo campeão Carioca, Brasileiro, da Libertadores e tentar voltar à outra decisão do título que faltou. Com mais seis meses de contrato, Diego quer renovar, para continuar em 2021 dando novas vitórias e títulos à galera rubro-negra. 

Foto: Gazeta Esportiva e Flaresenha.