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Depois da derrota de ontem (14) do Corinthians, as redes sociais do Fluminense registram que o clube está com presença já certa, pelo menos na pré-Libertadores, mas com chance de entrar direto na fase de grupos, dependendo dos resultados dos jogos que faltam, hoje (15) com o Ceará; quinta (18) com o Santos, e quinta (25) com o Fortaleza (único no Maracanã). Seja na pré ou na fase de grupos, o que o Fluminense vai fazer na Libertadores de 2021?

BOM LEMBRAR – O Fluminense disputou a Libertadores pela primeira vez em 1971, por ter ganhado o Brasileiro de 1970, na época denominado Taça de Prata, e foi eliminado logo na primeira fase, embora a equipe, campeã carioca do ano, tivesse alguns bons valores, tais como os que compunham a defesa: Félix, Oliveira, Galhardo, Assis e Marco Antonio. Mas faltava força ofensiva, tanto que o time foi eliminado logo na primeira fase. Foram catorze anos de espera para voltar ao torneio em 1985.

BICAMPEÕES – Mesmo com um time muito superior, bicampeão carioca 83-84, com os gols de Assis, nas finais consecutivas com o Flamengo, a participação do Fluminense na Libertadores de 85, antes de a equipe ganhar o tricampeonato carioca, foi outra vez melancólica. O Fluminense não conseguiu passar da primeira fase, e só voltou 23 anos depois, em 2008, como campeão da Copa do Brasil em 2007. Na única final, decepcionou 80 mil tricolores no Maracanã, ao perder nos pênaltis para a LDU.

TRÊS ÚLTIMAS – O Fluminense também teve caminho curto nas três últimas participações. Campeão brasileiro de 2010, foi eliminado da Libertadores de 2011, nas oitavas de final, pelo Olímpia do Paraguai. Terceiro do Brasileiro de 2011, eliminou o Internacional, mas foi eliminado pelo Boca nas quartas de final. Campeão brasileiro de 2012 (último título), a participação mais recente na Libertadores foi em 2013, eliminado nas quartas de final, outra vez pelo Olímpia.

LIBERTADORES é bem diferente das competições nacionais. Basta citar o exemplo recente do Flamengo, campeão com brilho em 2019, que um ano depois não conseguiu passar pelo bem modesto Racing, quinta força argentina. O Fluminense terá que fortalecer muito a equipe, antes de se lançar na Libertadores 2021, a menos que se contente em ser mero figurante, tal como se comportou nas participações anteriores, com a única exceção de 2008 em que chegou à decisão.

OTIMISMO COM 1% – A primeira vitória em 2021, na virada (2 x 1) da noite de ontem (14) sobre o Grêmio, deu ao São Paulo, que não vencia há oito jogos, o otimismo de pensar em título, que não comemora há nove anos. Enquanto o Internacional, com 69 pontos, tem 55% de chance, e o Flamengo, com 68 pontos, 44%, o São Paulo, com 62, tem 1%, e está otimista. O resumo é simples: ganha do Palmeiras, Botafogo e Flamengo; Internacional e Flamengo empatam, e o Corinthians vence o Internacional.

CINCO MINUTOS – Depois de sofrer o gol de Diego Souza, aos 33 do primeiro tempo, o São Paulo voltou bem melhor do intervalo e virou em cinco minutos, com os gols do meia Tchê Tchê aos 17 e do atacante Luciano aos 22, agora vice-artilheiro com 16, só a 1 gol de Tiago Galhardo (Inter), Marinho (Santos) e Claudinho (Bragantino). Igual em pontos (62) ao Atlético, o São Paulo tem menos dois jogos e pode tirar o campeão mineiro do terceiro lugar.

VOLTOU BEM – Sem brilho no Mundial de clubes, o Palmeiras voltou bem e ganhou fácil do Ceará (3 x 0), na noite de ontem (14), no Allianz Parque, onde só precisou de 18 minutos do primeiro tempo: Scarpa aos 20, Lucas Lima aos 26 e Breno Lopes aos 38. Sexto com 56 pontos, o Palmeiras tem quatro jogos (dois que foram adiados) e acredita que pode terminar em terceiro.

TRÊS POSIÇÕES – Décimo primeiro com 48 pontos, o Bragantino pode subir três posições, se vencer o Sport, no último jogo de hoje (15), às 20 horas, em Recife. Com 51, ultrapassaria Corinthians (49), Santos (50) e o Athletico Paranaense (50), que subiu para oitavo, ao vencer (2 x 1) o Atlético Goianiense, que caiu para décimo terceiro na noite de ontem (14), na Arena da Baixada, em Curitiba. Não à toa, o Bragantino já renovou o contrato do técnico Maurício Barbieri. Dos bons da nova geração.