O projeto de expansão do Vasco não está só no papel. Arena de São Januário é o salto de qualidade que deverá ser dado, muito antes do que alguns imaginam. O clube vai avançar não só com as obras do novo CT, mas também com a Arena, que poderá até ganhar o nome da empresa que vencer a concorrência, como outros gigantes já o fizeram na Europa. O Vasco tem histórico de investimentos que o ajudaram a vencer muitos desafios.

BOM LEMBRAR – Ao ser promovido à primeira divisão do Carioca, o Vasco foi bicampeão em 1923-24, o que fez com que sua importância fosse reconhecida. O Vasco adquiriu o terreno em 1925 e construiu São Januário, com 40 mil lugares, inaugurado em 21/4/1927, com a presença de Washington Luis – 1869 – 1957 -, décimo terceiro Presidente da República. Foi o maior estádio do Rio até 1949, após a inauguração do Maracanã em 17/6/1950.

BOM DIZER – O presidente recusou-se a autorizar a importação de cimento da Bélgica e o Vasco encontrou a solução em cimento nacional, areia e pedra britada. São Januário, lotado, foi palco de grandes jogos e eventos cívicos, no 1 de maio, pelo presidente Getúlio Vargas (1882 – 1954). O primeiro, em 1940, quando anunciou a criação do salário mínimo; o quinto e último, em 1952, dois anos antes de se suicidar, com um tiro no peito, em 24/8/54, em seu quarto, no Palácio do Catete.

ARTILHEIRO – Alegra-me a repercussão da matéria dos 66 anos ontem (13) de Roberto Dinamite, maior artilheiro do Vasco (708) e de São Januário (184). Entre tantas mensagens, a do garoto Fernando Ricardo Rodrigues Veloso Garcia, que faz 10 anos nesta terça (14). Aluno da quarta série do Colégio Herança do Senhor, no bairro Coroado, ele mora na Rua Professor Alexandre Rayol 476, no Japiim, zona centro-sul de Manaus, e está iniciando no futebol na Escolinha Adrianópolis. Vascaíno de coração, seguiu a paixão do pai, Fernando Veloso, da Infraero.

Foto: Rafael Ribeiro/Vasco.com.br