Técnico Zoran Mamic / pulse.ng

Os finalistas do Mundial de clubes serão conhecidos amanhã (18) e quarta (19), recaindo o favoritismo no River Plate, campeão da Libertadores, que joga com o Al-Ain, campeão dos Emirados Árabes, e no Real Madrid, tricampeão europeu, que joga com o Kashima Antlers, campeão da Ásia. Se não houver surpresa, europeus e sul-americanos decidirão o título, como no ano passado, em que o Real Madrid venceu o Grêmio (1 x 0, gol de Cristiano Ronaldo, de falta).

O Al-Ain venceu (3 x 0) o Esperance, da Tunísia, campeão da África, prejudicado por erros do árbitro, que deixou de reconhecer impedimento em dois gols. Já o Kashima Antlers ganhou (2 x 1) do Chivas Guadalajara, que abriu o placar logo aos três minutos, mas sofreu a virada no segundo tempo, com o gol da vitória marcado por Serginho, ex-meia do Santos. No Al-Ain joga outro meia paulista, Caio Lucas, da base do São Paulo em 2005, comprado em 2017 do Kashima por três milhões de euros.

ZORAN MAMIC é o técnico 171 do Mundial de clubes. Ele foi meia e capitão do Dínamo de Zagreb, campeão da Croácia em 2006. Acusado de desviar milhões de euros do clube, quando passou a dirigente, foi condenado a quatro anos e onze meses de prisão – na Croácia não existe regime semi-aberto nem prisão domiciliar – e teve os ativos confiscados pelo governo. Desde então, Zoran Mamic, 47 anos, passou a trabalhar só em clubes de países que não têm tratado de extradição, como os Emirados Árabes Unidos.

MAMIC teve uma carreira de jogador sem brilho, de 1989 a 1996, no Dínamo, que defendeu, por coincidência, em 171 jogos, e depois ficou nove anos alternando a carreira em times modestos da Alemanha. O irmão mais novo, Zdravko, chegou a presidir o clube e logo foi afastado, também por desvio de dinheiro e por não pagar impostos, que o Dínamo demorou para recolher. Na Copa de 98, quando a Croácia terminou em terceiro, Zoran Mamic fez parte do elenco, mas não participou de nenhum jogo.