A MENOS DE DOIS MESES do primeiro amistoso de 2023, em 20 de março, a Confederação Brasileira de Futebol ainda analisa quem vai escolher como técnico da seleção. O presidente da CBF tem dito aos mais próximos, que a escolha não está sendo fácil, porque os mais cotados estão com contrato em vigor.

O PRESIDENTE DA CBF não planeja técnico interino para os amistosos entre 20 e 28 de março, nas datas disponibilizadas pela Fifa para amistosos das seleções. Ele tem outra decisão adotada: os dois primeiros jogos de 2023 serão no Brasil, o que só não acontecerá se receber proposta muito vantajosa, o que é pouco provável.

A REALIDADE do futebol brasileiro é dura: pela segunda vez, a seleção ficou cinco Copas consecutivas sem a Copa. Depois de 70, amargou 74-78-82-86-90, até voltar a ser campeã em 94, e depois de 2002, a Copa não voltou em 2006-10-14-18-2022. Nas três vezes em que repetiu o técnico, o melhor foi o 4º lugar em 74 com Zagallo.

O BRASIL voltou a encantar o mundo em 82, mas não ganhou a Copa, eliminado nas quartas de final, o que se repetiria em 86 com Telê Santana, 5º em ambas. Com Tite, 6º em 2018, 7º em 2022, pior posição depois de 9º em 90, com Lazaroni, eliminado nas oitavas pela Argentina. Só Zagallo e Telê Santana escaparam das cobranças.

OS ANALISTAS estrangeiros não têm dúvida de que o futebol brasileiro precisa, não só se reorganizar, mas voltar a ter um padrão tático mais moderno, mais atualizado. As regalias e a conduta dos jogadores, com dancinhas e outras comemorações inadequadas, também estão no alvo das críticas. Em duas palavras: falta seriedade.

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