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A SUPERCOPA DO BRASIL, que ganhou pela primeira vez, ao vencer o Palmeiras nos pênaltis por 4 x 2, após 0 x 0 nos 111 minutos, incluídos os acréscimos da tarde de ontem (4), no Mineirão, era o único título que faltava ao São Paulo. Campeão paulista, brasileiro, sul-americano, mundial de clubes, o tricolor do Morumbi ganhou a Supercopa do Brasil, quatro meses após ser campeão da Copa do Brasil.

COM 100% DE APROVEITAMENTO nos pênaltis, convertidos pelos argentinos Calleri e Galoppo; pelo uruguaio Michel Araújo e pelo mineiro Pablo Maia. Rafael Veiga e Gabriel Menino converteram os do São Paulo, mas o goleiro Rafael, mineiro de 34 anos, 1,92m, defendeu as cobranças do zagueiro Murilo e do lateral-esquerdo uruguaio Piquerez. O ex-volante Clodoaldo, campeão no Santos e da Copa de 70 com Pelé, colocou a coroa do rei na cabeça de Rafael.

OS CAMPEÕES DA SUPERCOPA DO BRASIL: Rafael, Rafinha (Moreira), Arboleda, Diego Costa e Wellington (Erick); Pablo Maia, Alisson e Nikão (Michel Araújo); Wellington Rato (Ferreira), Calleri e Luciano (Galoppo). O São Paulo vai ganhar R$10.700 mil pelo título, incluídos os R$4.970 mil da Confederação Sul-Americana de Futebol.

TIAGO CARPINI, paulista de Valinhos, ex-volante de 39 anos, é o técnico campeão mais jovem da história de 94 anos do São Paulo (25/1/1930). Ele iniciou a carreira em 2004-05, na 2ª divisão, dirigindo o Guarani, de Sumaré. Em 2003 foi eleito o melhor técnico da Série A do Campeonato Paulista, ao levar o Água Santa ao vice-campeonato. Ele dedicou o título de ontem (4) a Dorival Junior e a Murici Ramalho, e disse que “a Supercopa do Brasil é um divisor de águas na história do São Paulo”.

PALMEIRAS – Weverton, Marcos Rocha, Murilo e Gustavo Gomez (c); Mayke (Gabriel Menino), Richard Rios, Raphael Veiga , Zé Rafael (Luis Guilherme) e Piquerez; Flaco Lopez (Jhon Jhon) e Rony (Moreno). Atual bicampeão brasileiro(2022-23), o Palmeiras tentava o segundo título consecutivo da Supercopa do Brasil, após vencer o Flamengo na decisão de 2023.

O SÃO PAULO É O 6º CAMPEÃO: 1990 – Grêmio (vice, Vasco); 1991 – Corinthians (vice, Flamengo); 2020 – Flamengo (vice, Athletico Paranaense; 2021 – Flamengo (vice, Palmeiras); 2022 – Atlético Mineiro (vice, Flamengo); 2023 – Palmeiras (vice, Flamengo); 2024 – São Paulo (vice, Palmeiras). A Supercopa do Brasil não foi disputada de 1992 a 2019, por opção da Confederação Brasileira de Futebol, que a reativou em 2020.

O TÉCNICO DORIVAL JUNIOR, campeão da Copa do Brasil de 2023 com o São Paulo, assistiu a decisão da Supercopa do Brasil. Ele ficou isolado em uma cabine do Mineirão, limitando-se a observar os jogadores para a primeira convocação da seleção brasileira, que fará dia 1 de março para os amistosos de 23 com a Inglaterra, em Londres, e de 26 com a Espanha, em Madrid. 

A SUPERCOPA DO BRASIL mudou de nome, passando a ser a Supercopa Rei, em homenagem a Pelé. Antes do jogo foi observado um minuto de silêncio, em homenagem a Zagallo. São Paulo 0 (4) x 0 (2) Palmeiras registrou 42.741 pagantes no Mineirão. R$7.736.903,00. Atuação segura do árbitro catarinense Braulio Machado, que fez 11 advertências com cartões amarelos: Luciano, Pablo Maia, Wellington, Erick e o técnico Tiago Carpini, do São Paulo, e Raphael Veiga, Flaco Lopez, Zé Rafael, Marcos Rocha, Luis Guilherme e o técnico Alberto Ferreira.

 10 ESTRANGEIROS PARTICIPARAM da decisão deste domingo (4), no Mineirão: os argentinos Calleri e Galoppo (São Paulo); Moreno e Flaco Lopez (Palmeiras); os uruguaios Piquerez (Palmeiras) e Michel Araújo (São Paulo); o paraguaio Gustavo Gomez, capitão do Palmeiras; o equatoriano Arboleda (São Paulo); o colombiano Richard Rios e o técnico português Abel Ferreira, do Palmeiras.

PELA SEGUNDA VEZ, O SÃO PAULO ganhou decisão nos pênaltis no Mineirão, tal como quando foi campeão brasileiro de 1977, dirigido pelo técnico paulistano Rubens Minelli: 3 x 2, após 0 x 0 nos 90 minutos, diante de 102.974 pagantes. Cobri a decisão, enquanto repórter de rádio, e vi de perto as cobranças de pênaltis, por coincidência no mesmo gol da decisão de ontem (4), à direita da tribuna de honra do Mineirão.

Foto: Alessandra Torres / CBF, Divulgação e Goal.com