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A CRIAÇÃO DO TROFÉU ROBERTO DINAMITE, que o artilheiro do Campeonato Brasileiro passará a receber a partir de 2024, é a homenagem mais justa que o maior ídolo e artilheiro da belíssima história de 125 anos do Vasco poderia merecer, um ano depois de passar para o plano superior, em 8 de janeiro de 2023.

ROBERTO DINAMITE não foi só o maior artilheiro do Campeonato Brasileiro, com 190 gols em 328 jogos, entre 1971 e 1992, mas o maior artilheiro do Vasco, com 708 gols em 1.110 jogos, marca histórica só alcançada por Pelé e Ceni, com a mesma camisa, e também o maior artilheiro do Campeonato Carioca com 284 gols.

ROBERTO DINAMITE foi também o maior artilheiro do estádio de São Januário, com 184 gols, honrando em todos os 1.110 jogos a camisa que vestiu em 21 dos seus 22 anos como profissional de altíssimo nível, que sempre preservou as cores do Vasco e respeitou às dos adversários, com educação e fino trato.

ROBERTO DINAMITE foi reconhecido pela Federação Internacional de História e Estatisticas do Futebol como 5º maior artilheiro do mundo, 1º brasileiro, em campeonatos nacionais, com 470 gols em 758 jogos. Na seleção brasileira, 25 gols em 47 jogos, 28 vitórias, de 30/9/75 a 17/6/84, e esteve nas Copas de 78 e 82.

CINCO VEZES CAMPEÃO carioca, campeão brasileiro na noite de 1/8/1974, em que o Vasco iniciava os festejos de seus 76 anos de fundação, foi destaque do time dirigido pelo paulista Mario Travaglini: Andrada, Fidélis, Miguel, Moisés e Alfinete; Alcir (cap), Zanata e Ademir; Jorginho, Roberto Dinamite e Luis Carlos.

PRIMEIRO JOGADOR presidente da história do clube (2008 a 2014), Roberto Dinamite também exerceu cinco mandatos consecutivos como deputado estadual, sempre com o apoio e o carinho dos torcedores. Dulce Rosalina, torcedora símbolo, criadora da Renovascão, criou a faixa mais bonita: O Artilheiro dos Artilheiros, que estendia com alegria e orgulho nas arquibancadas do Maracanã.

ENQUANTO REPÓRTER de rádio, tive a alegria de conviver com Roberto Dinamite desde os juvenis, quando o técnico Celio de Souza, descobridor de outros grandes talentos, o lançou. No gol do lençol em Osmar, zagueiro do Botafogo, um dos mais bonitos da história do Maracanã, criei a frase: “A camisa que tem cheiro de gol”.

Fotos: Daniel Ramalho/Vasco e acervo Deni Menezes.