Neste 3 de dezembro de 2019 faz 80 anos do primeiro título do técnico mais vitorioso do futebol carioca: Flávio Costa – 14/9/1906 – 22/11/1999 -, cinco vezes campeão no Flamengo, quatro vezes campeão no Vasco. No time campeão de 1939, Flávio comandou os notáveis Domingos da Guia e Leônidas da Silva, artilheiro da seleção na Copa de 38, e o goleador argentino Alfredo Gonzalez, treinador do último título do Bangu, em 66.

O DOMÍNIO – A dupla Fla-Flu exerceu amplo domínio, que durou nove anos – de 1936 a 1944 -, três anos depois que o futebol do Rio se tornou profissional, em 1933, com o Bangu ganhando o primeiro título. O Fluminense foi o primeiro tricampeão – 36-37-38 -, após contratar os principais nomes paulistas, base da seleção na terceira Copa do Mundo (38).

BI DO FLU, TRI DO FLA – O Fluminense voltou a ser bicampeão em 40-41, após o Flamengo ganhar o título de 39, seu primeiro do profissionalismo, após o mais longo jejum de sua história, de vez que o último título, ainda no amadorismo, foi em 1925. Depois do bi do Fluminense, o Flamengo completou o domínio de nove anos da dupla Fla-Flu, ganhando seu primeiro tri, em 42-43-44.

EXPRESSO – Os vascaínos com muito dinheiro decidiram então montar um supertime, logo chamado de Expresso da Vitória, campeão invicto de 1945, sob o comando do uruguaio Ondino Viera. Flávio Costa ganhou os dois títulos invictos seguintes, em 47 e 49, e no bi, em 50, o Vasco tornou-se o primeiro campeão carioca no Maracanã.

O ARTILHEIRO – O Vasco teve em Ademir Marques de Menezes – 8/11/22 – 11/5/96 -, o primeiro artilheiro do Maracanã, com 25 gols em 19 jogos, e com 9 gols em 6 jogos, até hoje, o maior goleador brasileiro em uma única Copa do Mundo. Ademir foi o atacante mais notável da história de 121 anos do Vasco. Campeão carioca em 45-47-49-50-52-56.

SEM NOVIDADE – O Flamengo só recuperou os títulos no Maracanã em 53-54-55, dirigido pelo paraguaio Fleitas Solich, primeiro tricampeão no então maior estádio do mundo. Hoje, com a Libertadores após 38 anos e o Brasileiro após 10 anos, o Flamengo não estranha. Afinal, ficou em longos jejuns, antes do último título de Flávio Costa, em 1963.