Neste quinta, 8 de outubro de 2020, quando se completa o vigésimo mês do incêndio no Ninho do Urubu, onde 10 jovens morreram, enquanto dormiam em alojamentos inadequados, por culpa exclusiva do clube, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro pede que o Flamengo seja condenado ao pagamento de R$20 milhões, por danos morais coletivos aos envolvidos. É lamentável que tragédia de tamanha proporção, e repercussão mundial, continue sem solução.

MAS, É BOM SABER,  que além do pagamento pelos danos morais, o Ministério Público também quer a anulação de todos os acordos feitos com as vítimas que sobreviveram à tragédia, alegando que “a estratégia do réu – no caso, o Flamengo – foi a de celebrar um acordo pelo menor valor que conseguisse, pensando apenas no benefício próprio”.

DOCUMENTOS também deixam claro, de acordo com o levantamento do Ministério Público, que “o Flamengo teve diversas oportunidades, durante sete anos, de regularizar, como deveria ter feito desde o início das instalações, a situação de segurança do Centro de Treinamento, mas não atendeu às obrigações legais de cumprimento de seus deveres de cuidado”.

O MINISTÉRIO PÚBLICO do Estado do Rio de Janeiro acusa o Flamengo de ter tentado coagir os sobreviventes e seus familiares, para que aceitassem um acordo, em que o clube ofereceu o pagamento de R$20 mil pelos danos morais, para que desistissem de ação na Justiça, tentando valores mais elevados. Por tentativa de coação, o Ministério Público deve adotar a revisão.