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Maracanã, 10 de agosto de 1975, Fluminense 4 x 1 Vasco. Em pé, Félix, Zé Maria, Silveira, Zé Mário, Assis, Marco Antônio e Deni Menezes, que entrou na foto a convite do time. Agachados, Gil, Pintinho, Manfrini, Rivellino e Paulo Cesar.

TODO ANO COMEÇA sempre com o aniversário de Rivellino, um dos canhotos ilustres e notáveis, amigo querido da bola. Paulistano que se adaptou bem à vida carioca, durante os anos felizes, com vitórias e títulos do Fluminense, Roberto Rivellino comemora 77 anos neste 1 de janeiro de 2023, com os nossos parabéns!

A ESTREIA DE RIVELLINO atraiu mais de 40 mil torcedores ao Maracanã, numa época em que não havia jogo de futebol no Carnaval. Pois o sábado, 8 de fevereiro de 1975, registrou público recorde, com uma superfesta colorida e animada pela bateria da campeã Mangueira, com Cartola e dona Zica. 

O GENIAL NELSON RODRIGUES escreveu: “O que nos diz a história do futebol é que nunca houve uma estreia como a de Rivellino. Se Riva marcasse um gol, um cínico e escasso gol, tricolores vivos ou mortos estariam bebendo champanhe pelo gargalo. Mas Riva não fez um nem dois, fez três gols, coisa de artista da bola!”. 

RIVELLINO ABRIU O PLACAR, o meia Lance empatou, e ainda no 1º tempo, Rivellino fez 2 x 1. Logo na volta do intervalo, Rivellino levou os tricolores ao delírio, ao marcar o 3º gol, encobrindo o goleiro, e Gil completou. O Fluminense ganhou o troféu João Coelho Neto (Preguinho), em homenagem ao seu atleta símbolo.

O TIME DA ESTREIA DE RIVELLINO: Roberto (Paulo Sergio), Toninho, Silveira, Assis e Marco Antonio (Edinho); Zé Mario, Cleber (Pintinho) e Rivellino (Erivelton); Cafuringa, Gil e Mario Sergio. Técnico – Paulo Emílio. Substituído aos 35 do 2º tempo, Rivellino saiu ovacionado e emocionado.

O NOME DE RIVELLINO está na história do Maracanã, com o drible do elástico, entre as pernas do meia Alcir, capitão do Vasco, aos 21 minutos do 1º tempo, no domingo, 1 de junho de 1975, 8ª rodada do returno do Carioca. Na sequência, driblou o lateral Celso Alonso e o zagueiro Renê, e fez o gol do jogo, diante de 60 mil pagantes.

BICAMPEÃO CARIOCA 75-76, Rivellino marcou 53 gols em 158 jogos, entre 1975 e 1978, quando saiu para encerrar a carreira, campeão saudita no Al Hilal, com 23 gols em 57 jogos. Fez 141 gols em 474 jogos no Corinthians, entre 1965 e 1974, e na carreira, 217 gols em 686 jogos, como um dos mais brilhantes de sempre.

DIEGO MARADONA, um dos notáveis da história, resumiu: “Rivellino foi o melhor de tantos bons que vi jogar”. O mais preciso nos lançamentos longos e figura entre os exímios batedores de falta, como a que vi no 1º gol da seleção na Copa de 1970, ao empatar o jogo com a Tchecoslováquia, no estádio Jalisco.

FIGURA EXTRAORDINÁRIA da terceira Copa que o Brasil ganhou, Roberto Rivellino teve participação destacada em 120 jogos, com 81 vitórias e 40 gols pela seleção, entre a estreia em 16 de novembro de 1965 e o jogo final, em 24 de junho de 1978, na vitória sobre a Itália por 2 x 1, em sua terceira Copa. 

RIVELLINO GANHOU também a taça dos 150 anos da Independência, em 1972, no Maracanã, e o torneio do Bicentenário dos Estados Unidos em 1976. Na sede do Fluminense, ganhou placa em 2002 pelo bi carioca e os torneios de Paris e Viña del Mar. Na sede do Corinthians, ganhou um busto em 2014. Parabéns pelos 77, Riva!

Feliz 2023!

Fotos: History Channel,