ALEGRA-ME, E NÃO É POUCO, registrar o aniversário de 91 anos de Mario Jorge Lobo Zagallo, filho querido do seu Aroldo e da dona Maria Antonieta, nascido em Maceió, tratada com orgulho pelos alagoanos como a Terra dos Marechais, berço de Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto, primeiros presidentes da República.

ZAGALLO NÃO PODERIA TER NASCIDO em outro dia da semana, se não no domingo, 9 de agosto de 1931, dia consagrado ao futebol no Brasil, em que brilharia como um dos nomes mais expressivos da história: primeiro bicampeão do mundo, titular em todos os jogos, e técnico mais jovem a ganhar a Copa, vencendo todos os jogos.

ZAGALLO NASCEU SOB A BÊNÇÃO DO SIGNO DA VITÓRIA. Nenhum outro participou de sete finais e ganhou cinco Copas. Foi o primeiro a receber a Ordem do Mérito da Fifa, honraria mais alta da entidade que comanda o futebol no mundo desde 1904. Nenhum outro dirigiu a seleção em 135 jogos e ganhou 99.

ZAGALLO SEMPRE ESTEVE NA LINHA DE FRENTE. Foi o primeiro ponta-esquerda tricampeão carioca no Maracanã, honrando a camisa do Flamengo em 205 jogos, com 128 vitórias e 29 gols. Foi o primeiro bicampeão carioca no Maracanã, honrando a camisa do Botafogo em 300 jogos, com 213 vitórias e 23 gols.

ZAGALLO FOI CAMPEÃO, NO BOTAFOGO E NA SELEÇÃO, com Nilton Santos, Garrincha, Didi e Amarildo, e comandou a geração de notáveis do bicampeonato, com Rogerio, Gerson, Roberto, Jairzinho e Paulo Cezar, na época de cinco no ataque, todos da seleção de seu primeiro título mundial como técnico.

ZAGALLO ADOTOU O 13 PORQUE ALCINA DE CASTRO, a mulher da sua vida, com quem viveu feliz quase 60 anos, era devota de Santo Antonio e escolheu a 5ª feira, 13 de janeiro de 1955, para se casarem. Dois casais de filhos nasceram da união: Maria Emília, Paulo Jorge, Mario Cesar e Maria Cristina.

ZAGALLO USOU O NÚMERO SEMPRE COM CRIATIVIDADE: “Brasil campeão, tem 13 letras; Argentina vice, também” – disse ao ganhar a Copa América de 2004. Na estreia na Copa de 70, virada de 4 x 1 na Tchecoslováquia, foi seu 13º jogo em Copa do Mundo, e no terceiro jogo, 3 x 2 na Romênia, sua 13ª vitória em Copas.

ZAGALLO LEMBROU APÓS A 4ª COPA, que ganhou como coordenador-técnico em 1994, que Roberto Baggio, que isolou a cobrança do último pênalti, tem 13 letras. E emendou de primeira: “Tetracampeões”, também. No túnel do tempo, ele ainda recordou: “Minha estreia no Botafogo, 2 x 1 no Fluminense, foi em 13 de julho de 58”. 

TÃO, OU ATÉ, MAIS IMPORTANTE que registrar os 91 anos de Zagallo, nesta 3ª feira, 9 de agosto de 2022, é dizer que ele voltou pra casa, onde vai concluir a recuperação de um desconforto respiratório, depois de duas semanas em observação em uma clínica. Saúde, Zagallo, e que Deus continue te abençoando todos os dias!

Lucas Figueiredo/CBF