O título desta matéria se baseia na declaração de Nasser Al-Ghanim Khelaifi, de 45 anos, diretor da Qatar Sports Investiments, que comprou o Paris Saint Germain em 2011, quando assumiu a presidência, sobre o atraso de Neymar, que deveria ter se apresentado ontem (8), e que será punido com as medidas que o clube julgar necessárias. O PSG puniu em 2017 o uruguaio Cavani e o argentino Pastore por terem chegado com dois dias de atraso para o início da pré-temporada.

O presidente deixou bem claro: “Não haverá espaço para quem quer se passar por estrela. O PSG é uma organização profissional que investe e busca o retorno. Temos o projeto de tornar o clube uma das grandes potências da Europa e só queremos jogadores que se sintam envolvidos. Gastamos 222 milhões de euros para comprar o Neymar e ninguém o obrigou a assinar contrato. Ele assinou sabendo de tudo que precisava cumprir, o que lhe foi dito com muita clareza”.

SEM PROPOSTA – O Paris Saint Germain divulgou nota bem curta lamentando a situação e anunciando que tomará as medidas correspondentes, ao mesmo tempo em que afirmou não ter recebido nenhuma proposta por Neymar. O presidente ressaltou: “Com certeza, seria uma oferta tão baixa que nem valeria a pena conversar. O jogador tem contrato até junho de 2022 e terá que seguir as condições estabelecidas pelo clube” – reafirmou o dirigente.

BRASILEIRO – O ex-lateral Leonardo, formado na base do Flamengo em 84-87, trabalhou no PSG desde que Khelaifi assumiu a presidência em outubro de 2011 e ficou por dois anos como gerente do clube, em que jogou em 96-97. Em 2018-19, esteve no mesmo cargo no Milan, que também defendeu como jogador de 97 a 2001, e agora, aos 49 anos, voltou ao PSG. Ele deixou claro que “se Neymar não quiser continuar terá que apresentar uma proposta que atenda ao interesse do clube”.

DOIS CASOS – Desde que saiu do Santos para o Barcelona, em 25 de maio de 2013, Neymar teve que conviver com problemas. O valor divulgado da sua venda foi de 57 milhões de euros, mas pode ter variado de 86 a 95 milhões. O caso levou tempo para ser decidido, com uma empresa pedindo comissão mais elevada na transação. Sua saída do Barcelona, em 2 de agosto de 2017, ficou em 222 milhões de euros (822 milhões de reais), valor da multa que o PSG pagou no dia seguinte ao acerto. 

DOIS PROBLEMAS – Um mês após a estreia, Neymar teve problema com o uruguaio Cavani, companheiro no ataque do PSG, no jogo com o Lyon, em 17 de setembro de 2017. O lateral Daniel Alves tirou a bola da mão de Cavani, que ia bater a falta, e logo após, Neymar pediu para bater um pênalti e Cavani não concordou. O clima de malestar levou tempo para ser desfeito. O caso mais recente é o extracampo em que a modelo Najila Trindade o acusa de estupro, em 1 de junho de 2019, antes de ter sido cortado da Copa América.

AMISTOSOS – Os jogadores do PSG se reapresentaram ontem (8) para exames médicos e testes de avaliação fisica no Camp des Loges, CT do clube desde 1975, nos arredores de Paris. As novidades foram os espanhóis Ander Herrera, meia de 29 anos, comprado do Manchester United, e o meia-atacante Pablo Sarabia, de 27 anos, comprado do Sevilha. Antes da estreia no Campeonato Francês, o time do técnico alemão Thomas Tuchel, de 45 anos, fará dois amistosos na Alemanha, com o Dynamo de Dresden e o Nuremberg, e participará de torneio na China com a Inter de Milão, Sydney (Austrália) e o chinês Shenzen.

NEYMAR terá que se apressar para resolver mais um problema, de solução ainda mais complicada, por envolver milhões de euros. O bilionário Nasser Al-Ghanim Khelaifi parece irredutível quanto aos valores para liberá-lo. Tem consciência de que nenhum outro clube, com as várias situações criadas pelo jogador brasileiro, em queda livre no mercado europeu e rejeitado em quase todos os segmentos, será capaz do retorno total que o PSG investiu.O PSG abrirá o Campeonato Francês 2019-2020 com o Nimes Olympique, dia 10 de agosto, no Parque dos Príncipes, em Paris.

Foto: Goal.com