Os quatro pênaltis que defendeu neste domingo, 11 de abril de 2021, na final da Supercopa do Brasil, em que o Flamengo se tornou o primeiro a ganhar por dois anos consecutivos, foram apenas a confirmação de que Diego Alves, carioca de 35 anos, 1,88m, canhoto, é o goleiro recordista de defesas de pênaltis, incluídos dois dos maiores batedores: Cristiano Ronaldo e Messi, os maiores ganhadores da Bola de Ouro de melhor do mundo da FIFA, no auge da carreira no Real Madrid e no Barcelona. 

17 DEFESAS – A história de Diego Alves, rei do pênalti, começou em 25 de setembro de 2016, ao completar 17 defesas em 39 cobranças, superando superando Andoni Zubizarreta, espanhol de quatro Copas do Mundo e três Eurocopas, que defendeu 16 em 107 cobranças no Valencia e no Barcelona, onde se sagrou tetracampeão (90-91 a 93-94). Marca e Mundo Deportivo, principais diários esportivos da Espanha, deram destaque às virtudes de Diego Alves.

EM UM ANO – Outro recorde de Diego Alves foi conseguido em 29 de abril de 2017: o de mais pênaltis defendidos em uma única temporada. Com seis defesas, ele superou o espanhol Pep Reina, três anos consecutivos Luva de Ouro do Campeonato Inglês pelo Liverpool, e o espanhol José Luis Manzanedo, que brilhou no Valencia e na seleção. Diego Alves voltou a ser exaltado pelos jornais espanhóis, enquanto sua cotação subia no Valencia.

24 DEFESAS – Diego Alves foi eleito em 2020 pelo site WhoScored, especializado em estatisticas de futebol, o goleiro dos anos 2010 do Campeonato Espanhol, pelas atuações no Almeria, que o comprou do Atlético Mineiro, em 2007, por 2.500 mil euros. Em 2 de abril de 2017, na vitória (3 x 0) do Valencia sobre o La Coruña, ele ampliou o recorde com 24 defesas em 50 cobranças. No Atlético, ele foi campeão brasileiro da Série B, em 2006, e campeão mineiro, em 2007, como melhor goleiro.

O SONHO – Em 16 de julho de 2017, Diego Alves convenceu o Valencia a vendê-lo por 300 mil euros – R$1 milhão – e a receber em parcelas, e fez também a parte dele, ao concordar com o salário de R$500 mil, metade do que ganhava na Espanha. Assinou com o Flamengo até dezembro de 2020, pensando em ser mais bem avaliado pelos técnicos brasileiros para realizar o sonho de voltar à seleção. Duas contusões o impediram de alcançar o objetivo, mas ficou resignado.

161 JOGOS – Na vitória deste domingo (11), em Brasília, onde defendeu quatro pênaltis, Diego Alves completou 161 jogos com a camisa do Flamengo. Sobre as defesas, ressalta: “O pênalti não se restringe a um item, mas a um conjunto: técnica, reflexo, agilidade e até mesmo intuição. Eu vejo o pênalti como uma verdadeira guerra psicológica entre o batedor e o goleiro, que nem sempre consegue evitar a conversão. O goleiro vira herói quando defende porque a obrigação do gol é de quem bate o pênalti”.

AOS 16 ANOS – Diego Alves foi revelado no Botafogo de Ribeirão Preto, no início dos anos 2000, e seu primeiro treinador foi Rogerio Spinelli, que também ajudou muito na formação de Dôni, ex-Corinthians, e Magrão, ex-Sport, goleiros de bom nível. Spinelli ressalta: “O Diego já mostrava aos 16 anos, treinando entre os profissionais, que seria bom goleiro. Havia tipo um torneio de pênaltis. Quem defendesse, descansava. Quem não defendesse, teria que dar várias voltas no campo, sob sol forte.O Diego ganhava sempre, tanto do Dôni quanto do Magrão”.

O PRIMEIRO – Diego Alves estreou no Flamengo no domingo, 31 de julho de 2017, na Arena Corinthians: sofreu o gol de Jô, mas o zagueiro Rever empatou. O primeiro pênalti que defendeu no Flamengo foi batido por Lucca, da Ponte Preta, que ganhou o jogo por 1 x 0, no estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, na manhã ensolarada do domingo, 2 de outubro de 2017, pelo Campeonato Brasileiro. Diego Alves fez outras três grandes defesas, uma em cobrança de falta do próprio Lucca.

Foto: Marcelo Cortes / Flamengo | Twitter | TNT Sports | CBF |Torcedores | Goal | ESPN | Dailymontion |