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O RELATÓRIO da empresa, que o dono do futebol do Botafogo disse ser “idônea e responsável”, pedindo ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) a abertura de inquérito sobre a manipulação de resultados de alguns jogos da Série A do Campeonato Brasileiro de 2023, encerrado na noite de 4ª feira (6), foi arquivado por determinação do presidente José Perdiz de Jesus, desde ontem (7), interventor da CBF, após a destituição do presidente Ednaldo Rodrigues.

O PRESIDENTE do STJD determinou o arquivamento do pedido de abertura do inquérito, “por ausência de elementos indispensáveis ao procedimento”. Os documentos apresentados pela empresa, contratada pelo dono do futebol do Botafogo, citando decisões equivocadas de alguns árbitros, foi considerado “sem nenhuma consistência”. Em seu despacho, José Perdiz de Jesus resumiu: “Não vejo mínima possibilidade jurídica para a abertura de inquérito”.

O PRESIDENTE do STJD ressaltou também: “As razões apresentadas para a abertura de inquérito são absolutamente subjetivas e sem consistência, com interpretações unilaterais, sem pertinência alguma com a realidade esportiva. Diante do exposto, determino o arquivamento sumário do pedido, nos termos do artigo 83 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva”. Em resumo, uma autêntica bola fora do dono do futebol do Botafogo.

RESTA-LHE AGORA explicar a queda de rendimento da equipe, que liderou o campeonato durante 31 rodadas; venceu os 10 jogos do turno em casa, sem sofrer gol em sete; teve cinco técnicos; entregou o título, e vai disputar apenas a pré-Libertadores; sofreu viradas, em casa, de quatro gols do campeão e do vice-campeão, e terminou sem vitória em 11 jogos consecutivos. Isso é o que a torcida quer que o dono do futebol do Botafogo explique, ou contrate uma empresa, “idônea e responsável”, para fazer um relatório (consistente) explicando.

Foto: O Tempo