O Palmeiras espera o vencedor de hoje na Vila Belmiro – Santos ou Boca – para disputar pela quinta vez a final da Libertadores, dia 30, no Maracanã, que poderá ser a terceira entre brasileiros ou a décima sexta entre brasileiros e argentinos. O Palmeiras vai à final com o gosto amargo da derrota (2 x 0) para o River Plate, mas se classificou pela vitória (3 x 0) no jogo de ida, em Buenos Aires, onde teve atuação de gala, bem diferente do desempenho decepcionante da noite de ontem (12) em São Paulo.

ABSOLUTO – O River exerceu domínio absoluto e em 15 minutos marcou os gols no primeiro tempo, com o zagueiro paraguaio Robert Rojas, de cabeça, após cruzamento de De la Cruz, aos 29, e o atacante colombiano Rafael Borré, com assistência de Matias Suarez, aos 44. Os dois gols levaram o River a terminar a Libertadores com o ataque mais positivo (33), superando em um gol o do Palmeiras, que, por sua vez, sofreu, em um jogo, a metade dos quatro gols sofridos nos 11 jogos da campanha.

VAR E EXPULSÃO – O River chegou a fazer 3 x 0, que o classificaria, mas o gol de Rafael Borré, aos 10 do segundo tempo, foi bem anulado pelo árbitro uruguaio Esteban Ostojich, após três minutos de consulta ao VAR, monitorado pelo árbitro colombiano Nicolás Galo. O zagueiro Robert Rojas foi expulso aos 28, ao agarrar Rony, após o amarelo aos 17 do primeiro tempo, por falta dura em Zé Rafael. O River teve outro gol anulado, aos 52, porque Borré se atirou na área, sem pênalti do lateral Kuscevic.

NÚMEROS – Brasileiro com mais vitórias (108) na Libertadores, o Palmeiras é também o que mais venceu (38) fora do país, seguido do Grêmio (30). O campeão paulista perdeu a chance de entrar invicto na final do dia 30, após a derrota (2 x 0) da noite de ontem (12) para o River, a primeira depois de 9 vitórias e 2 empates. O Palmeiras não era derrotado pelo River desde o primeiro jogo (1 x 0) da semifinal de 1999, em Buenos Aires. No segundo, em São Paulo, venceu (3 x 0).

QUINTA FINAL – O Palmeiras foi o primeiro brasileiro finalista da Libertadores, em 1961, que perdeu para o Peñarol, primeiro campeão duas vezes consecutivas, após ganhar a primeira em 1960: 1 x 0 no Uruguai, 1 x 1 em São Paulo. O Palmeiras perdeu a segunda final, em 1968, para o argentino Estudiantes: 2 x 1, 1 x 3, e 2 x 0, no desempate, no Uruguai. O Palmeiras ganhou o único título em sua terceira final, em 1999, com o Deportivo Cali: 0 x 1 na Colômbia, 2 x 1 e, 4 x 3 nos pênaltis, em São Paulo.

BOM LEMBRAR – O único time do Palmeiras, campeão da Libertadores, na final de 16 de junho de 1999, diante de 32 mil, lotação máxima do estádio Palestra Itália: Marcos, Arce (Evair), Jr.Baiano, Roque Jr e Junior; Cesar Sampaio, Rogerio, Zinho e Alex (Euller); Paulo Nunes e Oseas. Técnico – Luiz Felipe Scolari. Gols: Evair, de pênalti, e Oseas. Zapata para o Deportivo Cali. Converteram os pênaltis Jr.Baiano, Roque Jr, Rogerio e Euller. Zinho, primeiro a bater, acertou o travessão.

DOR E ORGULHO – La Nacion, o mais antigo e importante jornal argentino, destaca em sua edição desta quarta (13): “River deixou o Allianz Parque com a mescla da dor e do orgulho. Foi a equipe corajosa e valente de sempre, que não se afasta do seu ideal de lutar do início ao fim para vencer. A lamentar que os 2 x 0 tenham sido insuficientes para levá-lo a mais uma decisão”. O diário esportivo Olé, ressaltou declaração do técnico Marcelo Gallardo: “Fomos eliminados, mas estou orgulhoso da equipe”.

PALMEIRAS – Weverton, Marcos Rocha (Kuscevic), Alan Empereur, Gustavo Gomez (Luan) e Matias Viña; Danilo (Raphael Veiga), Gabriel Menino e Zé Rafael (Emerson); Gustavo Scarpa (Breno Lopes), Luiz Adriano e Rony. Técnico – Abel Ferreira. Foi o jogo 97 do Palmeiras como mandante na Libertadores: 67 vitórias, 17 empates, 13 derrotas, 215 gols marcados, 77 sofridos.

RIVER – Franco Armani, Robert Rojas, Paulo Diaz, Javier Pinola (Girotti); Montiel, Fernandez, Enzo Perez, De la Cruz (Julian Alvarez) e Angileri (Casco); Rafael Borré e Matias Suarez. Quatro vezes campeão da Libertadores, o River disputou a sexta semifinal, quinta do técnico Marcelo Gallardo, que vai conversar com o presidente Rodolfo D’Onofrio sobre a sequência do trabalho. Campeão da Libertadores de 2015 e 2018, e vice-campeão em 2019, Marcelo Gallardo dirige o time desde 2014.

NOVE CARTÕES – O árbitro Esteban Daniel Ostojich, de 38 anos, da Associação Uruguaia de Futebol, teve atuação segura. Aplicou bem os cartões amarelos em cinco jogadores do Palmeiras – Weverton, Danilo, Marcos Rocha, Luan e Alan Empereur – e no português Vitor Castanheira, assistente técnico -, e nos zagueiros Paulo Diaz e Robert Rojas, expulso ao ser advertido com o segundo cartão amarelo.

Foto: Yahoo Esportes