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O Palmeiras jogará com a vantagem do empate sem gol na próxima terça (17), no Allianz Park, para ser semifinalista da Libertadores, pelo gol que marcou no 1 x 1 da noite de ontem (10) com o São Paulo, no Morumbi. O volante paulistano Luan, de 22 anos, formado na base, fez o gol do São Paulo aos 9 minutos do segundo tempo, após dois rebotes do goleiro Weverton, em chutes de Rodrigo Nestor, e o meia carioca Patrick de Paula, de 21 anos, descoberto ainda amador pelo Palmeiras, na Taça das Favelas do Rio, aos 17 anos, empatou de falta aos 29 minutos.

RESULTADO JUSTO – São Paulo e Palmeiras fizeram jogo equilibrado, com a vontade de ganhar superando a técnica, e o resultado foi justo. O São Paulo manteve o tabu de não perder para o Palmeiras na Copa Libertadores, com seis vitórias e o terceiro empate na noite de ontem (10). Em 1974 o São Paulo eliminou o Palmeiras na fase de grupos: 2 x 0 e 2 x 1. Nas oitavas, em 1994 – 0 x 0 e 2 x 1; em 2005 – 1 x 0 e 2 x 0, e em 2006 – 1 x 1 e 2 x 1.

EM 2021 EM CASA – O Palmeiras terá a chance de pôr fim ao jejum de 47 anos na próxima terça (17), ao decidir em casa e com a vantagem do 0 x 0, o que obrigará o São Paulo, que fez todas as decisões em casa, a ter mais iniciativa de ataque. Com o 0 x 0 da noite de ontem (10), no Morumbi, o Palmeiras ampliou para 14 jogos o recorde da historia da Libertadores, sem perder como visitante. Palmeiras ou São Paulo disputará a semifinal com o vencedor de River Plate x Atlético Mineiro. O primeiro jogo é na noite de hoje (11), no estádio Monumental de Nuñez, em Buenos Aires.

SÓ DOIS CARTÕES – O árbitro argentino Nestor Pitana, da final da Copa do Mundo de 2018 França 4 x 2 Croácia, teve atuação facilitada pelo jogo limpo e só aplicou dois cartões amarelos no início do segundo tempo: o de Renan, do Palmeiras, por falta em Liziero, no primeiro minuto, e o de Daniel Alves, que voltou ao São Paulo após o ouro olímpico como capitão da seleção, aos seis minutos, por falta em Wesley.

CHOQUE-REI – São Paulo 0 x 0 Palmeiras manteve a tradição de equilíbrio do Choque-Rei, expressão criada pelo jornalista Tomaz Mazzoni, de A Gazeta Esportiva, no auge da rivalidade, entre 1942 e 1950, quando dividiram nove títulos de campeão paulista. O São Paulo ganhou cinco, com dois bi – 45-46 e 48-49 -, e o Palmeiras, quatro, impedindo duas vezes que o São Paulo fosse tricampeão. 111 vitórias do São Paulo, 109 do Palmeiras e o empate 110 da noite de ontem (10), no Morumbi, sintetizam bem o equilíbrio do grande clássico paulista.

TIAGO VOLPI, Arboleda (Wellington e depois Reinaldo), Miranda e Leo; Luan, Daniel Alves, Liziero, Rodrigo Nestor (Igor Gomes) e Gabriel Sara; Rigoni e Pablo – o São Paulo, do técnico argentino Hernan Crespo, que só será semifinalista se vencer ou empatar por dois ou mais gols na próxima terça (17), no Allianz Parque, do Palmeiras.

WEVERTON, Luan, Gustavo Gomez e Renan; Marcos Rocha, Danilo, Zé Rafael (Patrick de Paula), Breno Lopes (Wesley) e Raphael Veiga (Gabriel Veron); Dudu e Rony (Luis Adriano) – o Palmeiras, do técnico português Abel Ferreira, que terá a vantagem do 0 x 0 para ser semifinalista e continuar tentando o terceiro título da Libertadores, que ganhou em 1999 e 2020.

Foto: Goal.com