A FINAL EM VERDE E AZUL, QUE PALMEIRAS E CHELSEA farão sábado (12), deve ser a mais equilibrada dos últimos Mundiais de clubes. Não se pode nem mesmo desprezar a prorrogação, pelo que se viu nas semifinais, embora o Palmeiras tenha tido menos dificuldade nos 2 x 0 no Al-Ahly, do que o Chelsea no 1 x 0 no Al-Hilal. O bicampeão da América do Sul e o campeão da Europa tentam o 1º título, desde que o Mundial passou a ser da FIFA, em 2000.

O PALMEIRAS TEM O TÍTULO DA COPA RIO DE 1951, em que venceu a Juventus, reconhecido como Mundial pela FIFA. O Chelsea é o único europeu que perdeu a decisão dos últimos 14 anos, para o Corinthians por 1 x 0, na final de 2012, no  estádio Yokohama, no Japão, onde o Brasil ganhou sua última Copa do Mundo, em 2002. No ano seguinte, o Chelsea foi comprado pelo bilionário russo Roman Abramovich, que agora quer o único título que falta ao clube em sua gestão.

MOTIVAÇÃO NÃO FALTA PARA A FINAL DE SÁBADO. Terceiro brasileiro a ganhar duas vezes consecutivas a Libertadores, depois do Santos (62-63) e do São Paulo (92-93), também bicampeões mundiais, o Palmeiras pode fazer pela primeira vez a dobradinha com o Mundial de clubes. A motivação do Chelsea também é muito especial. Campeão da Europa e da Supercopa da Europa, só lhe falta o Mundial para a tão esperada Tríplice Coroa europeia.

POUCOS SE DERAM CONTA, MAS O CHELSEA fez o gol único da vitória de hoje (9), marcado pelo belga Romelu Lukaku, aos 32 minutos, ao receber um presente de cabeça do zagueiro saudita Al Shahrani, após cruzamento do lateral espanhol Marcos Alonso, sem nenhum jogador inglês na equipe, durante todo o 1º tempo. O único que entrou, aos 27 do 2º tempo, foi o meia Mason Mount, natural da cidade portuária de Portsmouth, substituindo o marroquino Ziyech.

A ESCALAÇÃO – Kepa (espanhol), Christensen (dinamarquês), Rudiger (alemão) e Tiago Silva (brasileiro); Azpilicueta (espanhol), Jorginho (brasileiro, depois N’Golo Kanté francês), Ziyech marroquino, depois Mason Mount inglês), Mateo Kovacic (croata), Havertz (alemão) e Marcos Alonso (espanhol, depois Ismaila Sarr, senegalês); Romelu Lukaku (belga). O Chelsea usou o 2º uniforme (amarelo) e o Al Hilal, todo de azul.

O CHELSEA SÓ TERÁ O TÉCNICO ALEMÃO THOMAS TUCHEL, ex-zagueiro de 48 anos, na final de sábado (12). Ele testou positivo e só chega aos Emirados na véspera da decisão com o Palmeiras. Viu-se seu assistente Zsolt Low, ex-zagueiro húngaro de 42 anos, recebendo suas orientações, via rádio, direto de Londres, durante a vitória de hoje (9), na área técnica do estádio Mohamed bin Zayed, da capital Abu Dhabi, que registrou 19.915 torcedores.

MELHOR DO MUNDO NA RESERVA – Édouard Mendy, franco-senegalês de 29 anos, 1,94m, recém-eleito melhor do mundo pela FIFA, único goleiro negro do futebol inglês, está no Chelsea desde setembro de 2020, comprado por 22 milhões de libras, moeda mais valorizada do mundo. Campeão da Copa Africana, ele só chegou do Senegal horas antes e ficou na reserva de Kepa Arrizabalaga, espanhol de 27 anos, 1,87m, em 2018 o goleiro mais caro do mundo, comprado do Athletico Bilbao por 80 milhões de euros, batendo os 73 milhões que o Liverpool pagou à Roma pelo gaúcho Alisson.

DOIS EX-FLAMENGO – Dirigido pelo venezuelano Leonardo Jardim, de 47 anos, filho de portugueses, o Al-Hilal tem dois brasileiros, o meia mineiro Mateus Pereira, ex-Sporting de Portugal, e o atacante goiano Michael, recém-comprado do Flamengo, que só entrou aos 38 do 2º tempo. Outro ex-rubro-negro é o volante colombiano Gustavo Cuellar, um dos três advertidos com cartão amarelo pelo bom árbitro mexicano Cesar Ramos. Mateus Pereira foi o que rendeu mais.

BOAS ARBITRAGENS – Tanto o francês Clément Turpin, de 39 anos, em Palmeiras 2 x 0 Al Ahly, ao expulsar o zagueiro e capitão Ayman Ashraf, após um carrinho por trás em Rony, quanto o mexicano Cesar Ramos, de 38 anos, em Chelsea 1 x 0 Al Hilal, que advertiu com cartão amarelo Cuellar e Al Bulayhi, e o meia croata Mateo Kovacic, do Chelsea,tiveram boas arbitragens. No mesmo estádio, Cesar Ramos apitou a final de 2017, Real Madrid 1 x 0 Grêmio.

O TÉCNICO DO AL HILAL mostrou-se orgulhoso, e com esperança de ser o 3º do mundo, na decisão de sábado (12) com o Al Ahly, que perdeu para o Palmeiras: “Mostramos boa imagem e a evolução do futebol saudita” – resumiu Leonardo Jardim, campeão francês em 2016-17 com o Mônaco, onde dirigiu o artilheiro Mbappé, pouco depois vendido ao PSG. O Al Hilal, maior campeão da Ásia, tem o recorde da maior goleada do Mundial de clubes: 6 x 1 no Al Jazira.

BOM LEMBRAR – O maior jogador da história do Al Hilal foi Roberto Rivellino, campeão da Copa do Rei e tricampeão saudita, em 79-80-81, após bicampeão carioca em 75-76, no Fluminense. Al Hilal, em árabe, Lua Crescente, é tratado por seus torcedores como Al Zaheem (O Patrão), por ser o maior campeão do país. Quatro técnicos brasileiros deixaram a marca do bom trabalho no Al Hilal: Mario Zagallo, Sebastião Lazaroni, Antonio Lopes e Joel Santana.

Foto: Cia de Notícias