SEM SURPRESA, PALMEIRAS e FLAMENGO FARÃO DIA 27 DE NOVEMBRO A FINAL DA LIBERTADORES 2021, sexta entre equipes do mesmo país, e quinta de times brasileiros, a segunda duas vezes consecutivas. Em 2005, São Paulo (campeão) x Atlético Paranaense; em 2006, Internacional (campeão) x São Paulo; em 2018, River (campeão) x Boca, e em 2020, Palmeiras (campeão) x Santos. Flamengo e Palmeiras tentam igualar os três títulos do Santos, São Paulo e Grêmio.

BICAMPEÕES – O futebol brasileiro só tem dois bicampeões da Libertadores e Mundiais de clubes: o Santos em 62-63 e o São Paulo em 92-93. Ambos ganharam três títulos, assim como o Grêmio, o que não os credencia como tricampeões, que só podem ser reconhecidos com conquistas consecutivas. O terceiro título do São Paulo foi em 2005 e o terceiro do Santos em 2011. O Grêmio ganhou a Libertadores em 1983, 1995 e 2017. 

MÉRITO – O Flamengo foi campeão da Libertadores em 1981, no modelo antigo de dois jogos, e o mérito se tornou ainda maior, após uma vitória de cada time, ao ganhar do chileno Cobreloa, em jogo extra, no mesmo estádio da final de 2021. Bom lembrar: em 1981, quando também ganhou o Mundial de clubes, que cobri no Japão, o Flamengo liquidou o Liverpool, com 3 x 0 em 28 minutos do primeiro tempo, o que não conseguiu repetir em 2019 no Catar, sem sequer fazer um gol em 120 minutos. E olha que o Liverpool de 1981 era bem superior, mas não resistiu a Zico&Cia.

FINAL ÚNICA – Campeão em 1999, o Palmeiras disputará final única pelo segundo ano consecutivo, após voltar a ser campeão em 2020, embora a decisão com o Santos só tenha sido em 2021, devido à pandemia. Será também a segunda final única do Flamengo, após vencer a decisão de 2019 com o River, no estádio Monumental de Lima, no Peru. Palmeiras e Flamengo podem se igualar ao Santos, São Paulo e Grêmio, com três títulos da Libertadores.

A DECISÃO – Os dois últimos campeões – Flamengo, 2019; Palmeiras, 2020 – decidem a Libertadores de 2021, em horário a ser anunciado, no sábado, 27 de novembro, no histórico estádio Centenário, em Montevidéu, onde o Uruguai ganhou a primeira Copa do Mundo, no domingo, 7 de julho de 1930, ao vencer a Argentina por 4 x 2. O título poderá ser decidido em pênaltis, se houver empate em 90 minutos e na prorrogação de 30 minutos.

TERCEIRA VEZ – O técnico Renato Portaluppi, de 59 anos, estará em sua terceira decisão da Libertadores. Vice-campeão em 2008 com o Fluminense, perdendo nos pênaltis para a LDU do Equador, foi campeão em 2017 com o Grêmio, ganhando do argentino Lanús, quando se tornou o primeiro, e até hoje único brasileiro, campeão como jogador (1983) e técnico. Com os 2 x 0 da noite de ontem (29), no Equador, é o treinador com mais vitórias (50) na Libertadores.

BRUNO HENRIQUE – Só os que não enxergam um palmo à frente do nariz poderiam admitir que o Barcelona seria capaz de reverter o resultado no Equador, depois de perder por 2 x 0 no Maracanã. Bem superior, o Flamengo confirmou o amplo favoritismo e, sem tanto esforço, repetiu o placar, com outra grande atuação de Bruno Henrique, autor dos quatro gols. Ele não é jogador de mídia; é jogador que decide. Será, sem dúvida, um dos grandes trunfos da final única.

OUTRA FINAL BRASILEIRA NO URUGUAI

O Bragantino venceu o Libertad, do Paraguai, por 3 x 1, na noite de ontem (29), no estádio Defensores del Chaco, em Assunção, e vai disputar pela primeira vez, em sua história de 93 anos (8/1/1928), a decisão de um torneio internacional, pelo título da Copa Sul-Americana, sábado, 20 de novembro, uma semana antes da final da Libertadores entre Palmeiras x Flamengo. Para que seja outra final brasileira, o Athletico Paranaense só precisa empatar hoje (30), em Curitiba, com o Peñarol, depois de vencer a equipe uruguaia por 2 x 1 em Montevidéu.

BOA ATUAÇÃO – O Bragantino já havia vencido o Libertad por 2 x 0, em Bragança Paulista, e com outra boa atuação, ganhou por 3 x 1 na noite de ontem (29), em Assunção. O argentino Cuello fez 1 x 0 e o goleiro Cleiton garantiu a vantagem ao defender pênalti de Diego Viera. No segundo tempo, Melgarejo empatou, mas Cuello fez 2 x 1 e Artur marcou o terceiro gol. O Bragantino é dirigido pelo paulistano Maurício Barbieri, de 40 anos, um dos técnicos mais promissores do futebol brasileiro. 

Foto: Marcelo Cortes / Flamengo