Uma semana após ganhar a Libertadores, o Palmeiras tornou-se o terceiro brasileiro a não conseguir vaga na decisão do Mundial de clubes, ao ser eliminado neste domingo (7) pelo Tigres, do México, que disputará a final, quinta (11), com o vencedor desta segunda (8), Bayern Munique ou Ah Ahly, do Egito. O francês Gignac, de 35 anos, fez o gol único, aos 8 do segundo tempo, convertendo no canto direito o pênalti bobo do zagueiro Luan, que puxou Carlos Gonzalez.

WEVERTON SALVOU – O melhor do Palmeiras foi o goleiro acreano Weverton, com três grandes defesas. A primeira, logo aos quatro minutos, foi a mais difícil, no canto direito, após cabeçada de Carlos Gonzalez. As outras duas, em finalizações de Gignac, em que concedeu escanteios, aos 34, em chute forte de pé direito, e aos 37, em cabeçada certeira no canto esquerdo. No final, Weverton ainda saiu de sua área para tentar o empate, mas não conseguiu aproveitar o escanteio de Gustavo Scarpa.

MELHOROU POUCO – Depois de amplamente dominado no primeiro tempo, o Palmeiras só conseguiu melhorar um pouco, depois de sofrer o gol, mas encontrou a defesa do Tigres ocupando bem os espaços e fazendo marcação firme. O técnico português Abel Ferreira utilizou as cinco substituições antes dos 30 minutos, sem que produzissem efeito, mesmo que Willian e Gustavo Scarpa tenham dado mais movimentação ao ataque e criado pouco mais de chances de gol.

A MAIOR ZEBRA – Campeão da Libertadores 2010, o Internacional foi o primeiro brasileiro eliminado nas semifinais, na maior zebra do Mundial de clubes, ao perder (2 x 0) para o africano Mazembe, do Congo, que na final foi derrotado (3 x 0) pela Inter de Milão, com três brasileiros: o goleiro Julio Cesar, o lateral Maicon e o zagueiro Lucio. O técnico da Inter era o espanhol Rafa Benitez e o atacante Eto’o, autor de um dos gols na final, ganhou o prêmio FIFA de melhor jogador do Mundial 2010.

ATLÉTICO MINEIRO – Campeão da Libertadores pela única vez em 2013, o Atlético Mineiro foi eliminado na semifinal pelo Raja Casablanca, do Marrocos, que na final perdeu (2 x 0) para o Bayern Munique, do técnico espanhol Pep Guardiola, com os gols brasileiros do zagueiro Dante e do meia Tiago Alcântara. Outro brasileiro do time era o lateral Rafinha, ex-Flamengo, e o árbitro foi Sandro Meira Ricci, que representou o Brasil nas Copas do Mundo de 2014 e 2018.

PALMEIRAS 2020 – Campeão paulista e da Libertadores 2020, o Palmeiras não representou o futebol brasileiro, com o brilho que se esperava de seu bom elenco, no Mundial de clubes. Time: Weverton, Marcos Rocha (Mayke), Luan, Gustavo Gomez e Matias Viña; Danilo (Felipe Melo), Zé Rafael (Patric de Paula), Gabriel Menino (Willian) e Raphael Veiga (Gustavo Scarpa); Rony e Luiz Adriano. O Palmeiras decidirá o terceiro lugar com o perdedor de Al Ahly, do Egito, e Bayern de Munique.

O ÍDOLO BRASILEIRO- O ex-atacante carioca Ricardo “Tuca” Ferreti, do Botafogo de 71 a 74, foi para o México em 77, estreou no Atlas, de Guadalajara, e jogou também no Toluca, Neza, Monterrey e Pumas, onde iniciou como técnico em 91. Dirige o Tigres, clube da Universidade Autônoma de Nuevo Leon, no Norte do país, desde 2010 e é tratado como ídolo pelos torcedores, depois de ganhar todos os títulos, e de levar o time, pela única vez, à final da Libertadores de 2015, perdida para o River Plate (3 x 0).

PRIMEIRO TÉCNICO – Entre tantos técnicos brasileiros de prestígio no México – Jorge Vieira, bicampeão com o Club America, da capital, foi um deles -, “Tuca” Ferreti é o primeiro a classificar uma equipe mexicana para a final do Mundial de clubes, e não se pode ter ideia do que acontecerá, se o Tigres for campeão na próxima quinta (11). O diário ESTO, jornal esportivo mais lido do México, destaca em sua edição: “Futebol mexicano entra para a história do Mundial de clubes com a grande vitória do Tigres”.

DESTAQUES – Além de Jean-Pierre Gignac, de 35 anos, no clube desde 2015, quando se tornou o primeiro francês a disputar uma final de Libertadores e é o artilheiro do time, com 147 gols em 247 jogos, o Tigres tem como destaques o volante Rafael Carioca, de 31 anos, natural de São Gonçalo, região metropolitana do Rio, que jogou no Grêmio, Vasco e Atlético Mineiro; o meia argentino Guido Pizarro e o goleiro argentino Nahuel Guzman, de 35 anos, 1,94m, da seleção na Copa do Mundo 2018.

ARBITRAGEM – Danny Makkelie, de 38 anos, árbitro FIFA desde 2011, com atuação firme, é de Willemstad, capital de Curaçao, bela ilha holandesa no Caribe. Discreto, fez a primeira advertência aos 21 minutos, ao técnico Abel Ferreira e ao atacante Gignac. O primeiro cartão amarelo, aos 32, por falta de Gabriel Menino em Quiñonez; o segundo, aos 44, por falta dura de Javier Aquino em Rony. No segundo tempo, aos 8, no zagueiro Luan, pelo pênalti, e aos 44 no goleiro Guzman pela demora na cobrança do tiro de meta. O árbitro é funcionário da Polícia Federal da Holanda e trabalha 20 horas por semana.

Fotos: UOL / Jornal da Noite / Voz da Fiel / Esportes R7 / Tribuna de Petrópolis